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Greve da Suframa: 914 carretas estão paradas nos pátios das transportadoras de Manaus

Greve da Suframa: 914 carretas estão paradas nos pátios das transportadoras de Manaus

Cerca de 18.270 toneladas e R$ 319.725 milhões equivalem ao número de cargas paradas esperando por liberação por parte dos técnicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus

    Os números se referem ao resultado acumulado entre os dias 21 de maio a 12 de junho.
    Empresas contabilizaram um grande montante de perdas durante os 47 dias da paralisação (Divulgação)
    Aproximadamente 914 carretas, 18.270 toneladas e R$ 319.725 milhões em carga estão paradas nos pátios das transportadoras esperando por liberação por parte dos técnicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A informação é do secretário do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Amazonas (Setcam), Raimundo Augusto Neto. 
    A greve dos servidores da Suframa iniciou dia 21 de maio. Os números se referem ao resultado acumulado entre os dias 21 de maio a 12 de junho.
    O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, afirma que o prejuízo alegado pelas empresas não é alarmante. “Estamos cumprindo como determina a lei de greve. Nesse caso, iniciada como consequência do descaso do governo federal com os servidores da Suframa”, destaca.
    Ontem, os servidores da autarquia retomaram a rotina de atuação conforme foi decidido na assembleia do dia 15 de maio, quando foi deflagrada a greve.
    O motivo foi o deferimento do juiz federal Rafael Leite Paulo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), reconsiderado a liminar que assegurava o funcionamento da Suframa com servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
    “Os auditores da Sefaz já receberam o documento de não comparecimento e nesta segunda-feira (15) já voltamos a funcionar com os 30% dos funcionários da Suframa, conforme determinação da justiça federal, e conforme já estávamos funcionando anteriormente a esse pedido”, enfatiza Belchior.
    Alimentos perecíveis, materiais médicos, odontológicos, hospitalares e medicamentos têm liberação imediata.
    Carretas
    Enquanto isso, as carretas que não se enquadram nesses itens permanecem nos estacionamentos das transportadoras em Manaus, sem previsão para liberação.
    “No Amazonas, a maioria (95%) das empresas tem pátios com seguranças patrimoniais. Porém, existem outras áreas que estão sendo afetadas também pela greve, como Rondônia, onde apenas 25% das empresas possuem segurança”, destaca o sindicalista Augusto Neto, do Setcam.
    Existem três tipos de canais, o verde, onde as mercadorias são liberadas sem necessidade de fiscalização, as vermelhas onde parte das cargas é fiscalizada e as cinzas, em que necessariamente 100% dos produtos necessitam passar por vistoria pelos servidores da Suframa. Antes da greve, 60% das cargas ia para o canal verde, 25% para o vermelho e 15% cinza. Com a greve, o índice de canal cinza está entre 80 e 85%.
    Sindicato nega desvio de canais
    O Sindframa nega que tenha havido mudança na parametrização das mercadorias. De acordo com a entidade, a fiscalização permanece com o mesmo percentual de produtos identificados como canal verde (90%), mesmo durante a greve.
    O presidente do sindicato, Anderson Belchior enfatiza que a escolha da parametrização é feita com base em procedimentos que identificam problemas na receita federal ou estadual, Suframa ou se for identificada a manipulação de documentos.
     “O processo é feito através de um sistema e às vezes acontece de alguns transportadores abrirem novamente o processo para inserir novas mercadorias que não pertencem ao canal identificado”, complementa. O sistema reconhecendo indícios de fraude, desloca automaticamente o canal.

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