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Manaus=Empresários fogem da crise

Mercado da gastronomia: Bares e restaurantes de Manaus estão de portas fechadas para a crise

Em tempos de economia instável, os primeiros cortes no orçamento doméstico são em gastos com lazer e alimentação fora de casa. Para escapar da crise, empresários do setor de bares e restaurantes apostam na criatividade e oferecem bom custo-benefício aos clientes


Chef Thiago Santana exibe o seu menu degustação
Chef Thiago Santana exibe o seu menu degustação (Divulgação)
Os restaurantes e bares de Manaus disseram ‘não’ à crise econômica. Com os consumidores ‘apertando o cinto’ e cortando despesas com alimentação fora de casa, os empresários do setor perceberam que precisariam se esforçar para continuar mantendo as mesas de seus estabelecimentos ocupadas.
Foi então que eles se anteciparam aos momentos difíceis e criaram estratégias para continuar atraindo a clientela. Hoje, abusando da criatividade e do planejamento, alguns conseguem até mesmo lucrar em meio à crise. DINHEIRO conferiu nesta semana os segredos de alguns desses empresários que fecharam a porta para a recessão econômica e seguem fazendo a alegria dos manauaras.
Entre eles está um dos sócios do restaurante de comida asiática San Fusion, Alexandre Loureiro. O empresário conta que além do investimento em tecnologia - os clientes fazem os pedidos em cardápios eletrônicos por meio de tablets disponíveis nas mesas - criou outras alternativas para passar pelo período de turbulência econômica.
“Há aproximadamente quatro meses, quando percebemos que o setor de alimentação seria impactado, procuramos empresários de São Paulo e do Rio de Janeiro para saber como eles estavam reagindo à situação”, lembra.
A partir desse movimento, Alexandre e o sócio, Jorge Santoro, passaram a traçar um plano que hoje inclui uma promoção às segundas e quartas-feiras, com descontos de até 40% nos pratos e um festival de sushi às terças, com rodízio para casais por R$ 90, uma diferença de R$ 40 em relação ao preço original (R$130, o casal).
“Com as refeições mais em conta, os clientes passaram a investir mais em sobremesas e bebidas, o nosso ticket médio por casal atingiu a marca de R$ 120 e o nosso faturamento que cresceu 25%. Por isso, acreditamos que é possível, sim, lucrar apesar da crise”, avalia.
Estratégia inteligente
Um bom planejamento também permitiu a outro empresário manter um bom movimento com modificações criativas. O chef e proprietário do bar Ferrugem Rock Gourmet, Thiago Santana, ao perceber que a situação econômica iria se agravar foi aumentando os preços do cardápio gradativamente para não impactar demais o bolso do cliente e criou soluções como o menu degustação.
“Nas segundas e terças-feiras que são os dias de menor movimento, o cliente pode provar algumas iguarias do nosso cardápio por R$ 37,90. O prato inclui caldinho de feijão, pasteis, bruscheta, ovo de codorna coberto, um prato da casa e uma sobremesa. “É uma forma de oportunizar um bom negócio ao cliente que, em tempos difíceis, fica mais seletivo em relação aos seus gastos com alimentação e lazer”, argumenta.
Novidade no almoço
Outros dois empresários que também se destacam na busca por soluções para manter o negócio movimentado são os primos e sócios João Paulo e Ítalo Jacob. Juntos, eles comandam, desde outubro de 2013, o Belle Époque Bistrô, localizado no Shopping Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.
A saída para não deixar ‘a peteca cair’ e manter o movimento de clientes, segundo Ítalo Jacob, também veio de fora de Manaus.
“Sabíamos que em outros Estados , principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, a inserção do almoço executivo no cardápio já era uma realidade. Quando o chef Erick Jacquin (um dos jurados do MasterChef Brasil), que assina o nosso menu, fez a sugestão, acatamos imediatamente”, detalha.
O almoço executivo do bistrô oferece pratos do menu em porções ligeiramente reduzidas, porém com preços mais atrativos. “De segunda a sexta, a entrada e o prato principal custam R$ 42, enquanto a opção que inclui a sobremesa sai por R$ 48”, explica o empresário.
Segundo Ítalo, a alternativa criada possibilita, de uma só vez, que o público conheça melhor os pratos do cardápio além de atrair uma clientela nova para o estabelecimento.
“Como as duas opções executivas são definidas previamente, o cliente que tem pouco tempo para o almoço pode ir ao shopping e ter a possiblidade de desfrutar uma boa refeição com preço atrativo e sem se atrasar para o retorno ao expediente”, defende.
Com a mudança, os clientes conseguem economizar até 50% em relação aos preços originais, dependendo do prato escolhido e a procura pelo bistrô também aumentou na mesma medida (50%)
“Estamos felizes com as mudanças. Também saímos ganhando com a opção do shopping de liberar o estacionamento para os clientes na hora do almoço. Assim, a crise tem passado longe de nós”, comemora.
Empresários fogem da crise
Uma pesquisa realizada pela plataforma PiniOn, com 1964 pessoas de todo o Brasil, indica que 91% dos entrevistados já sentem os efeitos da crise econômica.
Destes 91% também disseram que já tiveram de fazer cortes em seu orçamento em diversos itens, sendo os principais: lazer, com 90% das respostas e alimentação, com 59% entre os respondentes.
Em Manaus, a realidade exposta pela pesquisa está sendo combatida com estratégias variadas. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no amazonas (Abrasel-AM), Lilian Guedes, fazem parte do planejamento para enfrentar os tempos difíceis, a realocação de equipes para evitar demissões, as promoções do tipo combo e até o reajuste para baixo nos preços do cardápio.
“Ao contrário do que pode parecer, comer fora de casa está até 10% mais barato. Isso porque os empresários enfrentaram alta dos custos e evitaram o repasse para os clientes. Pelo contrário, eles baixaram os preços. As promoções não são para alavancar as vendas e sim para manter o movimento. É preciso dinamismo para enfrentar este período”, destaca.

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