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Repórter mostra os pontos turísticos e as belezas naturais de Manaus

Repórter mostra os pontos turísticos e as belezas naturais de Manaus

Ricardo Soares saiu de Belo Horizonte e foi para Manaus, no Amazonas. Ele se aventurou nas águas do Rio Negro, em plena época de cheia.

No Tô de Folga desta sexta-feira (17), o repórter Ricardo Soares saiu de Belo Horizonte e foi paraManaus. Ele visitou a Casa da Ópera, no centro da cidade, e foi navegar nas águas do Rio Negro e do Rio Amazonas. Ricardo brincou de pescar o pirarucu, o maior peixe de escamas do Amazonas, passeou pelas florestas inundadas do Parque Nacional de Anavilhanas e encerrou o passeio nadando com os botos.
“Era tanta curiosidade que eu só queria chegar bem rápido para ver toda essa beleza de pertinho. A viagem é longa, foram mais de três horas de voo entre Belo Horizonte e Manaus e, no meu caso, que to vindo lá da região Sudeste, tem uma compensação interessante. O fuso horário me deu uma hora a mais para eu incluir no meu pacote de viagem.
Do quarto do hotel já vi, lá ao fundo, o centro histórico, na margem do Rio Negro. De ônibus, foi um pulinho até lá. Uma visita que vale a pena aqui em Manaus é o Teatro Amazonas, talvez o maior símbolo do ciclo da borracha aqui na região.
A Casa da Ópera de Manaus, do fim do século XIX, é em estilo francês art nouveau. A decoração lembra o que era moda, na época, em Paris. Olhei para cima no salão principal e me imaginei debaixo da famosa torre Eiffel.
‘No meio daquela pintura, nós temos o busto de um homem sendo coroado. Esse homem é o Carlos Gomes. Ele criou uma das grandes óperas brasileiras, O Guarani’, explica a guia cultural Camila da Silva.
O passeio agora é de barco na companhia dos colegas da Rede Amazônica, afiliada da TV Globo na região. A gente parou aqui numa loja de conveniência, que é posto de gasolina também, no meio do rio, é um posto flutuante.
Achei mais curioso ainda morar assim, dentro d’água. Esta é a comunidade de Catalão. Quem nasce aqui quase tem parentesco com peixe. ‘Aprende cedo. A gente vai ensinando a nadar, a gente sai levando a criança até onde a água dá aqui na gente, a gente solta ele lá e por ali vai
a maioria. Aqui é mesmo que peixe pra nadar.Você vê menino bem pequeninho, aqui ele se joga na água e vai boiar’, relata o pescador Manuel Alves da Silva.
Seguimos para um show da natureza: o encontro dos Rios Negro e Solimões. Eles seguem lado a lado por uns 10 quilômetros, até que param de medir força e se misturam para formar um dos maiores rios do planeta. Você já sabe de quem a gente tá falando? Do Rio Amazonas. É aqui que ele começa sua longa jornada até o oceano.
E já que estou nessas águas, eu quis fazer uma pescaria especial para conhecer o peixão que manda no pedaço. Pescaria um pouco diferente, porque a isca não fica presa no anzol. Ela fica amarrada na ponta de uma cordinha e a gente joga lá e vai tentar mostrar pra vocês o maior peixe de escamas da Amazônia. Vamos ver se ele sai da água! O bicho faz força demais, só deu pra ver a barriga.
A intenção do inventor dessa espécie de gaiola submersa é matar apenas a curiosidade dos turistas e a fome do pirarucu também, claro. ‘É um manejo sustentado, melhor que matar o bichinho, muitas pessoas não conhecem o pirarucu, não sabem como, já ouviu falar. Então, a gente tem esse o processo de ensinar as crianças quando vêm aqui. Os idosos brincam, as crianças brincam’, afirma Dirley Queiroz de Slmeida, administrador do tanque.
Pé na estrada e seguimos para Novo Airão, a quase 200 quilômetros de Manaus. Eu tava louco para conhecer o Parque Nacional de Anavilhanas, que tem fama de paraíso no meio da selva. A gente escolheu visitar a região no auge da estação da cheia, quando grande parte da floresta está completamente submersa. Só a copa das árvores mais altas fica de fora da água.
Precisava ser mais bonito? Então espera pra ver a imagem lá de cima. O pessoal que teve trabalho de contar diz que são aproximadamente 400 ilhas. Entre março e agosto, dá para visitar muitas trilhas que se formam pelas águas do Rio Negro, os chamados igapós. Em alguns pontos, o chão fica a mais de 10 metros de profundidade.
Chegou a hora do passeio, que para mim era o mais esperado. Neste flutuante, na beira do rio, topei com a lenda viva: o boto-cor-de-rosa. ‘Ele tem o olho pequenininho assim, porque a água do Rio Negro do Amazonas é turva ou ácida. Então, geneticamente, eles foram desenvolvendo o sonar, que funciona como radar’, explica a tratadora Marilda.
Dizem que eles adoram brincar, de morder inclusive. Minha única preocupação era com esse tanto de dente aí, mas acabei entrando na água assim mesmo! Ah, consegui fazer carinho nela finalmente. Delícia! Os bichos são privilegiados, nadar numa água maravilhosa dessa, com temperatura excelente. Que passeio! Os botos nadando para um lado e para o outro na água cor de café do Rio Negro. É a cena que vai ficar pra sempre na minha memória. E na hora do tchau eles ainda fizeram carinha de volte sempre. Então tá combinado!”

01:20
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Veja ao lado os bastidores da viagem do repórter Ricardo Soares.



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