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Ataques em Paris: 'Estado Islâmico' muda de tática

Ataques em Paris: 'Estado Islâmico' muda de tática

  • Há 6 horas
AFPImage copyrightAFP
Image captionExército patrulha estação de trem em Paris.
Os ataques de sexta-feira em Paris são um divisor de águas na atuação do grupo autodenominado "Estado Islâmico".
Durante a maior parte do ano passado e deste ano, o foco do EI havia sido tomar e manter territórios no Oriente Médio. Para seus líderes em Raqqa e Mosul, essa ainda é a prioridade.
Mas os militantes têm consciência de seu apelo internacional para jihadistas baseados na Europa e em outros lugares.
Enquanto o grupo enfrenta ataques aéreos diários da coalizão liderada pelos Estados Unidos, sofrendo uma 'hemorragia' de líderes, quer cada vez mais direcionar e inspirar ataques em outros locais.

Planejamento cuidadoso

Em junho, o 'Estado Islâmico' reivindicou um ataque em um resort em uma praia na Tunísia que matou 38 turistas - 30 eram britânicos.
Em outubro, a Turquia culpou o grupo radical por um ataque suicida que matou 102 pessoas em Ancara.
No mesmo mês, a afiliada do 'Estado Islâmico' no Sinai disse que a queda de um avião de passageiros russo, que provocou a morte de todas as 224 pessoas a bordo, tinha sido provocada pela explosão de uma bomba que teria sido colocada no interior da aeronave por membros do grupo.
APImage copyrightAP
Image caption'Ataques de sexta-feira em Paris são um divisor de águas' para EI', escreve analista
Em 12 de novembro, o 'Estado Islâmico' disse que era o autor do ataque a bomba em território controlado pelo Hezbollah em Beirute, que deixou 44 pessoas mortas.
E então veio Paris, com pelo menos 129 mortos e 300 feridos.
Esse não são ataques isolados e de momento.
Embora não necessariamente de difícil execução, esses ataques ainda demandam planejamento, preparação, treinamento, obtenção de armas e munição, reconhecimento do alvo e o cuidadoso recrutamento dos autodenominados 'mártires' - jovens fanáticos prontos para cometer os atentados sabendo que morrerão depois.
Autoridades de contra-terrorismo do Ocidente chegaram recentemente à conclusão de que, enquanto ainda haviam pessoas que aspiravam por esses ataques de grande escala, a ameaça que prevalecia era a que vinha dos "lobos solitários", como os assassinos do soldado britânico Lee Rigby em Woolwich, perto de Londres, em 2013.
Mas, à luz do que aconteceu em Paris e em outros locais, eles podem ter que revisar essa conclusão.
EPAImage copyrightEPA
Image captionDificuldade em chegar a Síria levou extremistas a recomendar que recrutas fizessem ações em seus próprios países

Fechando a janela

Também há outro fator aqui. A fronteira de 1600 km entre Síria e Turquia não costumava ser um obstáculo para os milhares de aspirantes a jihadistas que vinham da Europa para engordar as frentes do EI.
Embora a fronteira ainda seja porosa em alguns pontos, a maior parte dela no lado sírio agora é controlada pela YPG, milícia curda que se opõe ao EI.
Então a "janela" pela qual novos recrutas podem cruzar diminuiu consideravelmente. O Iraque não é uma rota realística para jihadistas europeus para chegar à Síria, a fronteira da Jordânia está fechada e, no Líbano, há um grande risco de ser descoberto por forças de segurança.
O resultado é que os recrutadores online do EI têm encorajado seus seguidores a ficar em seus próprios países e planejar ataques ali, em vez de tentar um arriscada jornada para a Síria.
Pelo menos no curto prazo, isso vai se traduzir em uma chance maior de ataques terroristas na Europa.

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