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Entenda o atentado Paris

Entenda o atentado em Paris

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O que aconteceu em Paris nessa quarta (7 de janeiro)? Foi um ataque terrorista?

Sim. Três homens armados entraram na sede da revista semanal Charlie Hebdo, mataram 12 pessoas e feriram outras 11.

Eles eram do Al-Qaeda?

Não se sabe se pertencem a algum grupo terrorista. Testemunhas dizem que três encapuzados gritavam “Deus é grande” e “Vingamos o profeta”em árabe, mas isso ainda não é suficiente para afirmar que têm ligação com facções extremistas.

O que aconteceu com os terroristas? Cometeram suicídio se explodindo?

Não, eles fugiram de carro e estão sendo procurados pela polícia francesa. Até o momento em que esse post estava sendo feito, os criminosos ainda não haviam sido encontrados.

Por que eles atacaram esse jornal?

Primeiro, é bom entender o que é o Charlie Habdo. Trata-se de uma revista de humor, que faz muitas charges sobre assuntos complicados e sensíveis como religião e política. Por isso, o veículo já fez muitas piadas com figuras como o Papa, a Virgem Maria e o Maomé, um dos profetas do islamismo. Stephane Charbonnier, um dos editores, já havia recebido ameaças de morte anos atrás. As piadas politicamente incorretas fizeram a Inspire, revista do grupo terrorista Al-Qaeda, colocar Carbonnier na sua lista de “alvos” de possíveis atentados. Em 2011, o prédio do jornal foi incendiado depois que caricaturas de Maomé foram publicadas.

Não entendo. Por que ficaram tão irritados com uma piadinha?

Ainda é cedo para dizer quais foram as motivações exatas desse ataque, mas sabemos que, para os muçulmanos, é proibido fazer desenhos, esculturas ou qualquer representação de figuras sagradas. Algumas pessoas, especialmente as fundamentalistas, ficam ofendidas pelo fato da mídia ocidental usar figuras de seu profeta, muitas vezes de maneira humorística. É uma questão bastante complexa.

Isso quer dizer que todos os muçulmanos apoiam esse tipo de coisa?

Longe disso. Associações que reúnem países com grandes populações de muçulmanos e órgãos religiosos de diversos lugares do mundo árabe condenaram o atentado ao Charlie Habdo.

E por que os muçulmanos estão sempre envolvidos com terrorismo? Cortando cabeças, essas coisas?

Precisamos ter calma ao fazer afirmações. O Islã é a segunda maior religião do mundo, com 1,6 bilhão de seguidores (23% da população mundial). A grande maioria deles é pacífica e não tem nada a ver com o terrorismo. Outro detalhe: outros grupos (como ETA, do País Basco, e o IRA, da Irlanda) também usaram fizeram ataques terroristas. Concordo que, na TV, vemos muitas notícias a respeito de atentados e que quase sempre são de algum grupo extremista muçulmano. Mas não podemos simplesmente dizer que todos os muçulmanos apoiam, se envolvem ou se envolverão com essa atividade terrível.

Bom, não era melhor a revista deixar de fazer essas piadas de uma vez? Aí não arranjava problemas.

Fazer isso seria abrir mão da liberdade de dizer que se bem entende em nome do medo, em nome de uma intimidação violenta que não combina com os países democráticos. Se a revista decide “não arranjar problemas”, ela se deixa pautar pelo terror e para de cumprir sua função de oferecer um ponto de vista sobre o mundo.

O que é “Je suis Charlie”? Por que tem um monte de gente postando isso?

Em francês, significa “Sou Charlie”. É uma maneira de demonstrar solidariedade aos mortos e feridos em Paris. Gente do mundo todo postou esses dizeres para externar a revolta pelo que aconteceu hoje.

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