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França continua em alerta máximo após atentados em Paris

Edição do dia 12/01/2015
12/01/2015 21h40 - Atualizado em 12/01/2015 21h40

França continua em alerta máximo após atentados em Paris

Dez mil militares estão reforçando a segurança de pontos considerados mais vulneráveis a ataques terroristas.

A França continua em alerta máximo, um dia depois da maior manifestação já vista no país. Dez mil militares estão reforçando a segurança de pontos considerados mais vulneráveis a ataques terroristas.
As autoridades investigam os erros cometidos que permitiram o ataque desses três terroristas na semana passada. O serviço secreto divulgou que os três eram monitorados até a metade do ano passado. Mas deixaram de ser porque passaram a se comportar como cidadãos comuns, que cumprem a lei, vão ao trabalho, cuidam da família. Mas era tudo fachada. Eles usaram celulares das mulheres deles para trocar mensagens sobre atividades terroristas e assim escapar dos grampos do serviço secreto.
O jornal humorístico Charlie Hebdo chega às bancas na próxima quarta-feira, com três milhões de exemplares e em seis línguas, inclusive português. No vídeo, veja a capa da próxima edição. A capa traz a fase “Tudo é perdoado” e um muçulmano segura um cartaz escrito “Je Suis Charlie” – Eu sou Charlie – que se tornou o tema dos protestos em Paris.
Os chargistas informaram que possivelmente haverá charges sobre o profeta Maomé. O pretexto usado pelos terroristas para o ataque da semana passada. Mais uma razão para a segurança reforçada em Paris e em outras cidades da França.
Ainda estava escuro em Paris quando o gabinete de crise se reuniu no Palácio Eliseu, a sede do governo francês. O presidente François Hollande convocou ministros e comandantes das forças de segurança para decidir as novas medidas. O ministro da defesa Jean-Yves Le Drian anunciou: "O presidente pediu que as Forças Armadas ajudem a vigiar as áreas vulneráveis do nosso território devido à escalada das ameaças. Por isso, decidimos mobilizar 10 mil militares".
Entre esses lugares vulneráveis estão as escolas judaicas. Quando as crianças chegaram de manhã, os soldados já estavam lá esperando por elas, fortemente armados. A principal sinagoga de Paris estava cercada e com um policial vigiando a rua de uma guarita.
Um jovem judeu disse: "A comunidade judaica está muito nervosa. Estamos chocados, escandalizados, porque na França de 2015 ainda há pessoas que morrem porque são judias. O policiamento em frente à Sinagoga é bem-vindo para proteger o nosso local de culto e nos proteger".
Mas há preocupação também entre os muçulmanos. O Conselho Francês do Culto Muçulmano já registrou 21 ataques a mesquitas e lojas, e também pede proteção ao governo.
Os 10 mil soldados reforçam o policiamento em Paris e em outras cidades francesas. O carro mostrado no vídeo pertence a uma força especial da polícia nacional, equivalente à Polícia Federalno Brasil. A missão desses soldados e policias é proteger pontos considerados sensíveis, possíveis alvos de terrorismo, como um prédio, onde fica o Le Figaro, um dos mais tradicionais jornais franceses, que nesta segunda-feira (12) funcionou com dois policiais armados na porta.
Além de evitar novos atentados, esse ostensivo esquema de segurança tenta dar alguma tranquilidade aos franceses e aos milhões de turistas que visitam a cidade.
"Eu me sinto segura em relação ao policiamento aqui em Paris. Acho que o clima está tenso. Estive aqui antes do Réveillon e depois do Réveillon, as pessoas estão tristes e inconformadas com o atentado", afirma a advogada Gabrielle Gutterville.
Tão inconformados ficaram os franceses que, neste domingo (11), fizeram a maior manifestação que esta cidade já viu. Mais de um milhão e meio de pessoas se uniram para defender um valor extremamente importante para os franceses: a liberdade de expressão, que eles veem ameaçada pelos terroristas que tentaram silenciar a revista de humor Charlie Hebdo.
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