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O MÊS DE OUTUBRO NA ‪#‎PALESTINA‬

O MÊS DE OUTUBRO NA ‪#‎PALESTINA‬
Estes são os números, nus e crus, do último mês na Palestina. De cada vez que uma arma israelita ceifa uma vida, os media repetem vezes sem conta que é legítima defesa, que o palestiniano era terrorista, que tinha uma faca. Para os media, uma morte do lado palestiniano vem sempre como reacção à violência palestiniana, às pedras atiradas ao exército ocupante – em suma, ao ódio que domina o povo palestiniano, que está na origem de todos os males.
O que fica sempre por passar nos jornais, na rádio e nas televisões é o rol de atrocidades cometidas diariamente pelo braço armado do Apartheid Israelita. Os números são bastante esclarecedores, mas vale a pena relembrar alguns momentos deste último mês na Palestina – uma terra onde uma população desesperada combate com pouco mais que paus e pedras um exército ocupante que não tem qualquer misericórdia, equipado com as melhores armas que o dinheiro pode comprar.
Na Cisjordânia e em Gaza, aos palestinianos e palestinianas que resistem dia após dia à ocupação, as forças israelitas respondem de forma completamente desproporcionada. Num vídeo gravado no campo de refugiados de Aida, o exército israelita envia uma mensagem esclarecedora: “Vamos disparar gás até morrerem todos. Crianças, jovens, idosos, vão todos morrer!” | http://on.fb.me/1Rr4FUW
Muitas vezes, quando os e as palestinianas são atacadas, não estão em manifestações ou confrontos, mas simplesmente a tentar fazer a sua vida normal. Foi o caso de Israa Abed, residente em Nazareth, que a 9/10 estava indefesa no terminal de autocarros de Afula quando foi rodeada por forças israelitas, que contra ela dispararam. Israa ficou desde aí sob custódia israelita, e só na semana passada é que as autoridades concluiram que ela não constituía qualquer ameaça. Quanto aos agentes israelitas presentes no momento, o Tribunal decidiu não tomar quaisquer acções disciplinares | vídeo: youtu.be/g-aSvRUw-tQ | +info: bit.ly/1Q2sbcc
Mais um exemplo da natureza macabra dos militares israelitas aconteceu este sábado, em al-Bireh, perto de Ramallah. Durante confrontos, militares que seguiam num jipe perseguiram e atropelaram um palestiniano, continuando depois a espancá-lo e impedindo o acesso a equipas médicas no local | vídeo: http://on.fb.me/1GBSjZF
Os médicos que tentam prestar apoio no terreno sofrem todos os dias às mãos do exército israelita, que impede o acesso e chega mesmo a atacar e ferir pessoal médico. Os repetidos ataques ao Hospital de al-Makassed, em Jerusalém, durante a semana passada demonstram bem a completa falta de consideração do regime israelita para com o direito internacional e todas as convenções respeitantes à actuação de pessoal médico |http://on.fb.me/1izqk14
O mesmo sofrem os jornalistas que tentam passar o outro lado deste conflito, repetidamente intimidados, atacados e presos pelas forças israelitas. Neste vídeo, podemos ver vários jornalistas a serem atacados com gás pimenta e, depois, detidos | http://on.fb.me/1klo66E
Tudo isto se passa em completa violação do direito internacional e dos mais elementares direitos humanos. A ocupação dos territórios palestinianos por Israel vai contra todas as resoluções e a própria Carta das Nações Unidas (da qual é signatária). Ainda assim, ironicamente, Israel parece ter vindo a ser recompensada dentro da ONU pelo seu excelente trabalho. Depois de ter estado o ano passado na vice-presidência do Comité de Políticas Especiais e Descolonização da ONU (http://bit.ly/1Rr73uQ), Israel foi este mês nomeada para o Comité das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior. E parece estar cada vez menos isolada. Nesta nomeação, o Egipto votou ao lado de Israel pela primeira vez desde 1948, tendo havido apenas um voto contra e 21 abstenções | +info: http://bit.ly/1Marv30 http://bit.ly/1SkrYAk
O leque de atrocidades cometidas este mês pelo exército e pelos colonos israelitas é interminável. Desde detenções de autoridades locais palestinianas (como no sábado, em Qusra, a sul de Nablus |http://bit.ly/1OhJtTl) à demolição pela 90ª vez da aldeia beduína de Al Araqib (http://bit.ly/1XHCEfv), passando por ataques indiscriminados dos colonos contra palestinianos que trabalham as suas terras e apanham a azeitona (a 14/10, feriram vários agricultores e um activista britânico de 65 anos na Cisjordânia | http://ind.pn/1NcTTR1).
A maior parte das vezes dirão que o ou a palestiniana levavam consigo uma faca, e que eram terroristas. Mas será possível confiar num regime como este, e nos media que alinham no seu jogo? Quantos dos que morreram transportavam efectivamente facas consigo? Num vídeo filmado em Hebron, a 17/10, parece ver-se um soldado israelita a colocar uma faca junto ao jovem que um colono tinha acabado de matar |https://youtu.be/IkPvWUXAH_c
Quando se olha para tudo isto, não restam grandes dúvidas de que lado está o terrorismo. Um terrorismo que tem parlamento, eleições livres, apoio de potências ocidentais e dos grandes conglomerados de media, mas que não deixa de ser terrorismo. Ocupação. Apartheid. Limpeza Étnica. Terrorismo.
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