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Parabéns Rio Negro hoje 102 anos

13
nov

Rio Negro completa hoje 102 anos

 Postado por: Carlyle em Rio Negro
Nesta sexta-feira, 13 de novembro de 2015, o Atlético Rio Negro Clube completa 102 anos de existência. Nascido na casa n° 149, da rua Henrique Martins, hoje Lauro Cavalcante, tenho muita lembrança, porém, quando sua sede social era na rua Barroso, hoje um terreno baldio, abandonado pelo Poder Público e que serve de esconderijo de marginais e viciados.
Naquele tempo, sua sede era bem pertinho do Palacete de seu maior rival, o Nacional, onde hoje está o depósito das Lojas Americanas, na Saldanha Marinho. Um tempo em que a rivalidade era muito grande entre jogadores e principalmente entre os torcedores que até evitavam andar pela calçada de suas sedes.
Vi muitos clássicos entre Rio Negro e Nacional. Muitas decisões de títulos, no campo do Luso ou no Parque Amazonense. Recordo-me muito bem, daquele time campeão de 1939 e de sua linha atacante, naquele tempo com cinco elementos, que recebeu o título de "granadeiros" dada a facilidade de marcar, de maneira rápida, belos gols. Babá, Bezerra, Cláudio Benjamim e Lé. Um time que tinha ainda, Amâncio, Iano Monteiro, Hildebrando, Meireles, Parintins, Velhinho, todos jogadores de primeira linha do nosso futebol.
Tenho também, muita lembrança do time campeão de 1943 que apareceu reforçado de alguns astrosde outros centros, como Salum Omar, Sílvio e França, embora nosso futebol vivesse no regime amadorista. Seu ataque também parelhou com o de 1939, com Oliveira, França, Cláudio, Sílvio e Lé, uma verdadeira máquina de fazer gois. Três pratas da casa, o neguinho Oliveira, Cláudio e Lé e doisestrangeiros, o cearense França e o paraense Sílvio.
Assisti à decisão desse campeonato, no Parque Amazonense. O Rio Negro era dirigido por Jaime Guimarães e venceu o Olímpico por 4×0. Foi um jogo fácil para os rionegrinos, normalmente porque o Olímpico sofrera três grandes desfalques: Pelado, Bandelak e Pinhégas, dias antes da decisão, viajaram para Belém a fim de integrarem a equipe do Remo contra o São Cristóvão, do Rio.
"Foi o melhor time do campeonato. Um título justo", assim relatou o cronista que se assinava como "Santus", na revista carioca Sport Ilustrado. Ele fez um relato completo do jogo, destacando um por um os defensores do time barriga-preta: Luizinho, Darcy, Marcílio; Omar, Zenith e Dog; Oliveira, França, Cláudio, Sílvio e Lé e outros que participaram da vitoriosa campanha como Parintins, Velhinho, Pololoca, Cloter, Teixeirinha e Zeca Sena.
Outro título que eu vi o Rio Negro conquistar, foi o de 1962, dois anos após voltar ao futebol (esteve 15 anos parado). A decisiva foi também contra o Nacional e o Rio Negro venceu por 2×1, num jogo tumultuado em que o árbitro Dorval Medeiros permitiu a substituição de um jogador do Naça, expulso de campo.
O título de 1965, último sob o controle da FADA, para não fugir à regra também foi decidido num jogo contra o Nacional e o Rio Negro obteve uma esmagadora vitória por 4×1, com o atacante Sabá, o Burro Preto, balançando a meta do nacionalino Vasconcelos por duas vezes, completando o escore o pernambucano Ademir e o crioulinho Horácio. Foi uma festa quando paraense Sena Muniz (que havia expulsado de campo Catita, do Rio Negro e Jaime Basilio, do Nacional) apitou o encerramento da partida. A torcida desceu a rua Belém, via Boulevard e Constantino Nery, na época João Coelho, e foi para a sede da Praça da Saudade num verdadeiro carnaval, aproveitando a ocasião, pois o jogo foi decidido na tarde do dia 6 de fevereiro de 66.
Precisava recordar outros títulos, mais novos, como o de 1975, com os irmãos Pogito, Lauro, Vanderlei, Zé Cláudio, Lopes e outros, o de 1982, de Tobias, Jair, Dalmo, Darinta, Berg, Patrulheiro, Tiquinho e Alcindo ou ainda os de 1987 a 1990, mas fica para mais tarde.

REGISTRO

  • Ontem, 12 de novembro, foi o dia do Supermercado e bem que eles poderiam fazer promoções em homenagem à data, com preços mais baixos;
  • Também ontem, completou ano de nascimento de Bernardo Ramos, filho de Manuel Silva Ramos, fundador da imprensa em Manaus. Nasceu a 12 de novembro de 1858 e faleceu a 5 de fevereiro de 1931. Há uma rua com seu nome ao lado da Prefeitura;
  • A pequena artéria que liga a Djalma Batista com a Constantino Nery, saindo em frente ao portão do antigo Hospício, chama-se oficialmente travessa Urbano Nóvoa, CEP 69050-080, mas uma firma colocou uma placa por lá, com o nome de rua da Indústria, e assim ficou. Precisa fiscalização, sr. Prefeito.
  • Amanhã, 14 de novembro, Roberto Carlos com seus 74 anos de idade,  apresenta show no ginásio Amadeu Teixeira com ingressos praticamente esgotados.
  • Também amanhã, Manaus recebe réplica da Tocha das Olimpíadas de 2016. Símbolo ficará exposto durante todo o dia, no Centro de Formação de Voluntários. Visitação poderá ser feita em dois horários, das 11h às 13h e das 14h às16h.
Esta matéria foi publicada, sexta-feira, 13 de novembro de 2015, às 00:01 e está guardada na categoria Rio Negro. Participe do nosso RSS feed para ter futuros artigos entregues ao seu leitor de feeds. Se você gostou deste post ou não, por favor CONSIDERE escrever um comentário, outrackback do seu próprio site.

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