Pular para o conteúdo principal

Ponte del Diavolo

Ponte del Diavolo

Ainda no Especial de Lucca, hoje vamos falar de mais um ponto turístico, mas esse não fica propriamente na cidade de Lucca, mas sim em uma estrada perto de uma das cidades de sua província. É a “Ponte do Diabo” ou da Madalena (de Maria Madalena).
Localizada perto da cidade de Borgo a Mozzano, a “Ponte dello Diavolo” liga as duas margens do rio Serchio, área muito importante na época pois fazia cruzamento com a Via Francigena, estrada medieval que ligava França à Roma, passagem de muitos peregrinos.
A ponte foi provavelmente encomendada pela condessa Matilde da Toscana, entre os anos de 1080 a 1100. E ainda hoje é um exemplo incrível da engenharia medieval. Mesmo que por volta de 1300, sob a direção de Castruccio Castracani, ela tenha sido renovada.
Sua extensão é de cerca de 37,8m e até então era chamada pelo nome de sua benfeitora, Matilde di Canossa. Somente por volta de 1500 é que ela recebeu o nome de “Ponte della Madalena”, pois ao seu pé, na margem oriental do rio, foi construído um oratório dedicado à Maria Madalena. E mais tarde, por causa de uma lenda e como ela até hoje é mais conhecida, Ponte del Diavolo.
Em 1670 foi decretado pelo Conselho geral da República de Lucca que era proibida a passagem sobre a ponte de burros com sacos de farinhas e tudo mais que pudesse ameaçar a estrutura da ponte.
Anos mais tarde, a ponte recebeu mais obras de reparação. Em 1836, depois de ter sido danificada por uma enchente e também no início de 1900 onde foi adicionado mais um arco à sua seção direita, alterando consideravelmente o projeto original, para abrir um espaço onde uma pista a mais na estrada pudesse ser construída. Mas depois dessas modificações, a ponte nunca mais precisou ser restaurada.
Sua construção é de estilo clássico medieval “donkey”, ou corcunda. Isso porque seus arcos são assimétricos e seu meio é tão alto e largo que parece que ela desafia a lei da gravidade. Do mesmo modo que ao olharmos somente para os arcos achamos que eles beiram o impossível, quando olhamos para o espelho d’água, onde esses mesmos arcos se encontram com suas imagem, vemos círculos perfeitos. Forma-se uma linda imagem.
E porque Ponte do Diabo? Bem, esse nome foi dado à ela a partir de uma das várias lendas que circulam e sempre circularam pela região. Fadas e outros seres encantados, incluindo aí o próprio diabo, sempre estiveram no imaginário das pessoas quando eram contadas histórias que se passavam por entre as montanhas que circundam a província.
Vamos então à uma das lendas dessa tão admirável ponte. A mais conhecida, melhor dizendo.
Diz a lenda que um pobre construtor estava encarregado de finalizar a obra da ponte em um determinado dia. No entanto na véspera aconteceu um acidente fazendo com que parte da ponte desmoronasse. Vendo que não conseguiria terminar o trabalho a tempo e que no dia seguinte deveria entregar tudo pronto aos governantes do local. O pobre construtor, temendo as possíveis consequências de um trabalho não terminado, resolveu continua,r a todo empenho,tentando terminar o que faltava. Foi quando surgiu na sua frente o diabo, que em troca da ponte pronta para o dia seguinte, ou seja, uma noite, pediu em troca a alma do primeiro transeunte que passasse por ela. O construtor aceitou, e após o pacto assinado, ele com remorso foi se confessar ao padre da cidade que o aconselhou a atravessar um porco ou cachorro antes de qualquer pessoa. Dito isso, foi o que o pobre homem fez. Ponte concluída, o animal passou por ela. O Diabo, então ao ir pegar o seu “pagamento” viu o que homem tinha feito, viu que o enganaram. De tão ridicularizado e com tanta raiva que ficou, resolveu fazer um enorme buraco no meio da ponte para que esta se quebrasse e as pessoas que ficassem ali presas seriam o seu “pagamento”, e então desapareceu nas águas do rio.
A lenda também diz que ainda hoje quem fica lá no topo da ponte admirando as águas do rio por muito tempo, podem ser submergido, pois o diabo subiria o leito do rio até afogar a pessoa e assim ter o seu pagamento da promessa feita pelo tal construtor.
Tudo lenda, é claro. Eu ao menos fiquei um tempinho lá em cima admirando tudo aquilo e nada aconteceu. A ponte é bem estreita e seu chão, todo de pedras redondas, pode não ser uma boa ir visitá-la quando está chovendo ou acabado de chover, pois ela fica escorregadia. Outra coisa bem interessante nela é que ao subirmos sentimos toda a sua angulação, é uma sensação engraçada, mas ao mesmo tempo estranha. De qualquer modo vale a pena ir visitá-la. Nem que seja para ver ao vivo a sua magnífica estrutura.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POR ONDE ANDA ?BARROS DE ALENCAR

BARROS DE ALENCAR POR ONDE ANDA ? Atualmente está participando do programa Kaká Siqueira na Rádio Record AM (1.000 kHz - São Paulo/SP), onde apresenta o quadro "Momento Barros de Alencar". BREVE HISTÓRICO: Comunicador, radialista, cantor e apresentador de TV. Paraíbano da cidade de Uiraúna, nasceu no dia 5 de agosto. Começou na Rádio Borburema, em Campina Grande - PB. Depois passou por Recife, Fortaleza e Belo Horizonte até chegar a cidade de São Paulo. Na Capital paulista passou pela antiga Rádio Tupi de São Paulo, Record e América. Na década de 80, comandou seu programa na TV Record, levando ao ar os grande sucessos musicais da época.

Povos indígenas no estado de Rondônia, fotos inéditas dos índios isolados do Acre

Povos indígenas no estado de Rondônia
Aikanã, Ajuru, Amondawa, Arara, Arikapu, Ariken, Aruá, Cinta Larga, Gavião, Jabuti, Kanoê, Karipuna, Karitiana, Kaxarari, Koiaiá, Kujubim, Makuráp, Mekén, Mutum, Nambikwara, Pakaanova, Paumelenho, Sakurabiat, Suruí, Tupari, Uru Eu Wau Wau, Urubu, Urupá
1-Povo Uru-Eu-Wau-Wau
A população da Terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau é composta por vários subgrupos, como: Jupaú, Amondawa e Uru Pa In. Encontram-se distribuídos em 6 aldeias, nos limites da Terra Indígena, por questões de proteção e vigilância. Além destas etnias, há presença de índios isolados como os Parakuara e os Jurureís.
Os Jupaú traduzem sua autodenominação como "os que usam jenipapo". A denominação "Uru-eu-wau-wau" foi dada aos Jupaú pelos índios Oro-Uari.
Muitos foram os nomes atribuídos aos Uru-Eu-Wau-Wau. As denominações Bocas-Negras, Bocas-Pretas, Cautários, Sotérios, Cabeça-Vermelha, são encontradas na historiografia e estão relacionadas ao espaço geográfico ou a se…

MULHER ENTRA NUA EM CABINE DA PM E CONSTRANGE POLICIAIS MILITARES

MULHER ENTRA NUA EM CABINE DA PM E CONSTRANGE POLICIAIS MILITARES EM MANAUS Portal do Holanda