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indígena de 108 anos vive com lucidez e esbanja saúde

indígena de 108 anos vive com lucidez e esbanja saúde

27032015asO indígena da etnia Apurinã, Camilo Manduca da Silva, 108 anos de idade, morador da terra indígena Peneri-Tacaquiri, aldeia Vera Cruz, Rio Purus, no município de Pauini, foi encontrado pelo técnico indigenista da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Armando Soares, que relatou a experiência de ter conhecido o ancião da tribo.
Armando teve a oportunidade de conversar com Manduca e disse que o indígena dispõe de total lucidez, além de uma saúde de ferro. “Ele rema, pesca e caça e ainda aconselha os mais jovens. Manduca não tem nem sombra de debilidade física e mental”. De acordo com o Armando, a aldeia que o senhor Manduca reside tem a estimativa de 6 a 7 famílias, entre 50 e 60 pessoas.
O técnico indigenista contou que Manduca expressou saudosismo ao falar da fartura dos seus tempos de juventude. Era abundância de recursos naturais hoje não mais visto por ele. Manduca rememorou as grandes empreitadas pescando peixe-boi e pirarucu. Armando acrescentou que Manduca é um dos poucos remanescentes do tempo áureo da borracha.
Ao ver o senhor Manduca pela primeira vez, o técnico indigenista confessou ter ficado surpreso, primeiro com a idade extremamente avançada e segundo com a disposição do ancião. Sobre a dieta alimentar, um dos motivos para a sua longevidade, Manduca disse que ele e a tribo costumam consumir algumas larvas que ficam nos coqueiros. Outro aspecto da rotina de vida observado por Armando, foi o fato de Manduca ser um homem tranqüilo, uma pessoa de estado de espírito sempre equilibrado consigo e com a natureza.
Apesar dos longos anos de vida e da influência do homem branco, Manduca preservou o tronco linguístico e com seus pares e faz questão de se comunicar através da língua Apurinã.
Armando Souza disse que ao longo dos 35 anos que ele tem de FUNAI, conhecer o senhor Manduca foi uma das maiores experiências de sua vida. “Foi muito legal. Eu já conheço os Apurinãs há 35 anos, e ter conhecido o senhor manduca foi uma experiência única”, descreveu o técnico indigenista.
Ainda conforme os relatos de Armando, enquanto conversa com Camilo Manduca, ele ficou sabendo por outras pessoas da tribo, que ainda existe alguém mais velho do que ele o indígena de 108 anos. O outro centenário é conhecido na aldeia por ‘Americano’ e, segundo contam, foi quem cuidou do senhor Camilo quando ele ainda era criança.
Das três décadas e meia trabalhando com indígenas, Armando dedicou 20 anos de sua vida para lidar diretamente na região amazônica, entre as cidades de Rio Branco/Ac e Tapauá-Am, território habitado pela etnia Apurinã.
Os Apurinãs, que se autodenominam Popukare, estão espalhados pelos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Hoje, a etnia tem 8.300 indígenas, de acordo com dados do Siasi/Sesai 2012.

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