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História e fotos !


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Times Square, bem no meio da cidade de Nova York, em 1903.

Na Times Square está localizada a NASDAQ, uma das principais bolsas de valores do mundo. Entre seus pontos comerciais mais conhecidos estão os estúdios da rede de televisão ABC, de onde o programa matinal Good Morning America é transmitido ao vivo, bem como os famosos estúdios MTV e da Virgin Records.

Atualmente é o ponto turístico mais visitado do mundo, com cerca de 39 milhões de visitantes por ano, recebendo mais turistas do que a Estátua da Liberdade (link-post:https://goo.gl/FTbdRt%29.

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Quem é Gary Anderson e o que ele tem a ver com o símbolo da reciclagem?!

Cadernos, embalagens, sacolas, garrafas… O que pode ser criado e recriado com a ajuda da reciclagem? Para esta profusão de objetos existe um símbolo que identifica o uso de material reciclado, que eu, você e todo o mundo conhecemos bem. Mas quem criou este símbolo tão pregnante?

Nos anos 70, o estudante de arquitetura Gary Anderson participou de um concurso para criar um símbolo que representasse papéis reciclados, promovido pela Container Corporation of America. Por ter feito um curso de Design, Gary despretenciosamente participou do concurso, levando um ou dois dias para criar o ícone. Sua inspiração veio de um gráfico sobre o ciclo da água, no qual as setas e os ângulos foram a matéria prima para sua ideia.

"Não demorei muito tempo para chegar ao resultado: um dia ou dois. Detesto admitir isso agora. Mas eu já tinha feito uma apresentação sobre reaproveitamento de água residual, e cheguei a um gráfico … Então eu já tinha setas, arcos e ângulos em minha mente."

Seu primeiro rough era mais bidimensional. O refinamento veio do efeito de papel dobrado, criado com um traço sobre as setas, definindo assim o efeito mais tridimensional da forma, mesmo monocromática. 

O fato é que, o símbolo de Gary foi o escolhido, e ele foi premiado com cerca de 2.000 dólares.  Mas Gary nem se empolgou muito com a ideia, pois seguiu sua carreira profissional como arquiteto /urbanista. E, como disse em entrevista ao site da Financial Times (via), nem fez questão de citar os créditos da competição em seu currículo.

Seis ou sete anos após sua formação, Gary viu o seu antigo símbolo vencedor da competição estampado em lixeiras na Arábia Saudita! Ele nem imaginava tamanha repercussão.

Hoje em dia, Gary trabalha em uma pequena empresa terceirizada pelo Departamente de Defesa de Baltimore, e assume que sua colaboração com a reciclagem e com o meio ambiente não é tão efetiva quanto poderia ser. Mas ele se sente parte desta causa de alguma forma, colaborando ao menos com a criação do símbolo universal de reciclagem.

Fonte:
cutedrop - http://goo.gl/gMzd5f

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No fundo da imagem, vemos o Salto das Setes Quedas, que era a maior cachoeira do mundo até desaparecer com a formação do lago da Hidrelétrica de Itaipu. Na época em que a foto foi tirada, lá pelo início do século 20, as pessoas usavam cajados para percorrer as trilhas do lugar. 

Apesar do nome, eram constituídas por 19 cachoeiras principais, sendo agrupadas em sete grupos de quedas. Recordistas mundiais em volume d'água, as Sete Quedas eram o principal atrativo turístico de Guaíra, cidade que, à época, chegou a ter 60 mil habitantes, rivalizando em importância com as cataratas de Foz do Iguaçu. À época, Guaíra era um dos destinos brasileiros mais visitados por estrangeiros. Atualmente, a população da antiga cidade real espanhola é inferior a 30 mil habitantes.

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Primeiro jornal impresso no Brasil

O primeiro jornal publicado em terras brasileiras, a Gazeta, começou a circular em dez de setembro de 1808, no Rio de Janeiro. Embora a imprensa já tivesse nascido oficialmente no Brasil em 13 de maio, com a criação da Imprensa Régia, seu início foi marcado pela primeira edição do periódico. 

Antes da chegada da família real, toda atividade de imprensa era proibida no país. Não era permitido publicar livros, panfletos e, muito menos, jornais. Esta restrição era uma particularidade da colônia portuguesa. Muitas outras colônias européias no continente americano já tinham imprensa desde o século XVI. 

Mesmo sendo um órgão oficial do governo português, a Gazeta era editada sob censura prévia, que só foi extinta em dois de março de 1821. A imprensa no século XIX não era concebida com o caráter noticiário de hoje e, sim, doutrinário. As notícias que o jornal veiculava eram de interesse direto da corte, pretendendo moldar a opinião pública a favor da realeza.

Alguns meses antes de o governo português publicar seu jornal, Hipólito José da Costa lançou o Correio Braziliense, em primeiro de julho de 1808, impresso em Londres e trazido clandestinamente para o Brasil. Este jornal tinha caráter ideológico, sua função era “evidenciar os defeitos administrativos do Brasil”, como dizia Hipólito. A Gazeta deixou de circular em 1822, com a Independência.

Apesar de a publicação do Correio Braziliense ser anterior à da Gazeta, o Dia Nacional da Imprensa foi comemorado até 1999 em dez de setembro. No ano 2000, a comemoração passou a ser em primeiro de julho, por uma lei criada pelo deputado Nelson Marchezan e sancionada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.

Wikipedia: Gazeta - https://goo.gl/u9W2UO

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O garoto engraxate que virou Advogado

Aos 11 anos Joaquim Barbosa começou a limpar sapatos para comprar roupa ou um tênis. Apesar de trabalhar esporadicamente, ganhou experiência.

Ao deixar a cidade de Monte de Alegre de Goiás, na região nordeste do estado, em 2006, Joaquim (25) não se imaginava formado. Lembra que quando saiu da sua cidade natal para morar na capital tinha a esperança de que logo seria contratado em uma empresa e se tornaria um profissional de destaque. Mas viu que não era bem assim. Ele demorou três meses para conseguir emprego em uma fábrica de enxovais. Quando recebeu o primeiro salário mínimo, concluiu que não era o suficiente para se manter em Goiânia. Na época, ele morava com o irmão. “Vim pra trabalhar. Depois, vi que precisava estudar para crescer, para ter um emprego melhor”, conta.

Junto com a mudança, Joaquim levou pra capital uma caixa de engraxate, foi justamente com a mesma caixinha que ele resolveu o problema da falta de dinheiro para pagar a faculdade.

O trabalho começou primeiro nas ruas, boca a boca mesmo. Aos poucos, foi ficando conhecido em Goiânia e ganhando clientes fiéis. No fórum da cidade, os juízes viraram fregueses e mais que isso: admiradores da história de vida do rapaz que queria ser advogado.

“Que maravilha seria que milhares de brasileiros como ele tivessem essa coragem de enfrentar as dificuldades, buscar seus objetivos e lutar com honestidade até chegar a esse ponto. E eu tenho certeza que ele não vai parar por aí",garante o juiz e cliente Marcus da Costa.

Cada engraxada: R$ 10. Mas os clientes amigos sabiam que era pouco diante da necessidade do Joaquim. Então quem podia sempre dava mais. "Para ajudar ele, eu via vários corretores pagando até mais que os R$ 10 para estar dando uma força para o Joaquim", lembra o corretor Leandro Marcelino.

Com o dinheiro que ganhou limpando sapatos de profissionais como juízes, desembargadores e advogados, o engraxate Joaquim  se formou em direito. Mesmo com o diploma em mãos, ele não abandonou o ofício que aprendeu quando era criança e que lhe rende cerca de R$ 2 mil por mês.

Joaquim passou na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A festa é presente dos advogados do escritório onde ele sempre passava para engraxar os sapatos da turma. Só que agora é diferente. Todo mundo virou colega de profissão.

“Mais que uma bela história de vida, de lutas e de vitórias, é através do seu exemplo de amor ao trabalho e imensa capacidade de superação que o qualifica não só como advogado, mas a um guerreiro que nos orgulha e nos enche de esperança! Parabéns guerreiro”,_ afirmou o advogado Flávio Rodovalho.

Agora, o objetivo é continuar estudando para ser promotor de Justiça. “Não quero ser qualquer profissional”, ressalta.

As dificuldades 

Joaquim afirma que os cinco anos da faculdade não foram fáceis. “Já na primeira prova tirei zero. Aquilo me baqueou, até pensei em desistir, mas falei ‘vou estudar’, e assim fiz”, recorda-se. Ele estudava de manhã, e à tarde ia trabalhar como engraxate até as 19h, pois precisava ganhar dinheiro para pagar o curso.

Além de estudar e trabalhar nas ruas, Joaquim tinha de cumprir suas tarefas domésticas, como lavar roupa e arrumar a casa. O irmão dele se casou e ele foi morar com um amigo, no Centro de Goiânia. O bacharel em direito ainda conta que separava um tempo para tocar violão e estudar música, que é uma de suas paixões. Ele é evangélico e gosta de cantar na igreja. “Tem que ter disciplina para ter tempo de fazer tudo”, bravou. 

No fim do ano passado, Joaquim se formou na OAB, além de já está atuando na área de advocacia ele também é palestrante.

"Olá amigos, quero dizer que já estou atuando na advocacia, divórcios, inventários, negativação indevida, trabalhista, criminal, resumindo o que for necessário pra resolver seu problema", publicou no início desse ano em sua página no facebook.

Leia mais:
Site - http://goo.gl/ySNbRT
JN - http://goo.gl/D2BBZC
globboplay - http://goo.gl/Yx4ApZ

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A ciência, assim como a medicina evoluíram muito nos últimos séculos e continuam.. são inúmeros os belos resultados. Novos medicamentos para cura, melhoria de vida, saúde, vida mais longa...

A INSULINA

1922 - Os cientistas foram para uma enfermaria de hospital com crianças diabéticas, a maioria delas em coma e morrendo de cetoacidose diabética. Este é conhecido como um dos momentos mais incríveis da medicina. Imagine uma sala cheia de pais sentados à beira do leito esperando a inevitável morte de seus filhos. Os cientistas passaram de cama-a-cama e injetaram nas crianças o novo extrato purificado - insulina. Quando começaram a injetar na última criança em coma, o primeiro filho injetado começou a despertar. Em seguida, um por um, todos os filhos acordaram de seus comas diabéticos. Um quarto da morte e melancolia, tornou-se um lugar de alegria e esperança.

Crédito da foto - Biblioteca e Arquivos do Canadá

Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que permite a entrada de glicose nas células para ser transformada em energia. Pessoas com diabetes podem precisar de injeções de insulina por diferentes motivos: não produzirem insulina suficiente, não conseguirem usá-la adequadamente ou ambos os casos.

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Simplicidade é uma palavra que não se adequa ao Teatro Amazonas. Desde o início da sua construção, em 1881, a ideia não era construir apenas um teatro, mas um monumento à altura da arte. Um local que seria frequentado pela elite da belle époque, como foi chamado o período em que Manaus viveu a época áurea da borracha, no final do século XIX. Foram 17 anos de obras até a inauguração no dia 31 de dezembro de 1896. 

O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. O estilo dominante é eclético. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. 

A história do Teatro Amazonas, considerado um dos teatros mais belos do Brasil, localizado no Largo São Sebastião, zona central de Manaus, começa em 1881, quando o Deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou  projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na capital do Amazonas, ideia logo aprovada pela Assembleia Provincial do Amazonas.

Nessa época, Manaus vivia o auge do Ciclo da Borracha. Era uma das cidades mais prósperas do Brasil, embalada pela riqueza originada do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias européias e americanas. 

O Teatro Amazonas inaugurado nessa época é testemunha desse breve período de explendor vivido pela cidade de Manaus. Entre 1898 a 1910, a borracha foi o segundo produto da exportação brasileira (25,7% do valor total das exportações), perdendo apenas para o café , que somava 52,7%. 

O projeto arquitetônico do Teatro Amazonas é de de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Architetura de Lisboa e data de 1883.  No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884.

As obras transcorreram de forma lenta. Somente no governo de Eduardo Ribeiro, governador que promoveu grandes obras na cidade de Manaus, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos pelo governo do Estado, arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. 

A decoração interna ficou a cargo de Crispim do Amaral, com exceção do salão nobre, área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domênico de Angelis. 

A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 685 pessoas, distribuídas entre a platéia e os três andares de camarotes. No salão nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domênico de Angelis. 

Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, como Ésquilo, Aristóphane, Moliére, Carlos Gomes, Rossini, Mozart, Verdi, Chopin e outros. 

Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, onde são retratadas alegorias à música, dança, tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza. 

Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos Rios Negro e Solimões. 

O Teatro Amazonas é o mais importante edifício histórico de Manaus, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica. Já passou por diversas reformas e hoje é considerado o cartão-postal da cidade, conhecido mundialmente pela arquitetura imponente.

Durante todos os anos, sempre no mês de maio, a casa de espetáculos é palco do maior Festival de Ópera da América Latina, o Festival de Ópera do Amazonas, onde se apresentam óperas mundialmente conhecidas. 

Em julho acontece o Festival Amazonas de Jazz e em outubro realiza-se no Teatro Amazonas, O Amazonas Film Festival, Festival de Cinema de Aventura, evento que conta com a participação de astros do cinema do Brasil e do exterior.

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Agenda: 

O Teatro está aberto para visitação de segunda à sábado, das 09 às 16 horas, com guias de turismo poliglotas. Localiza-se na Rua Tapajós, s/n, Centro, Cep 69.025-140- Praça São Sebastião- Manaus-Amazonas.

Outras informações: (92) 3622-2420- Fax: (92) 3622-1880

www.portalamazonia.com

portalamazonia@redeamazonica.com.br

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A Primeira Ambulância da História da humanidade

A França começou a utilizar a expressão hôpital-ambulant, se referindo ao “veículo” que acompanhava as campanhas de Napoleão Bonaparte, no ano de 1762.

Mas, o pai da ambulância moderna é o barão Dominique-Jean Larrey, que 30 anos depois, projetou as chamadas ambulâncias voadoras puxadas por cavalos que transportavam os cirurgiões e suprimentos médicos com grande rapidez no campo de batalha. 

Para se ter uma ideia, a “unidade de socorro” de Napoleão Bonaparte, chegou a ter 340 homens e 12 carruagens (ambulâncias).

Entretanto, dizem que a primeira ambulância foi idealizada pela rainha Isabel da Espanha, sob forma de um carro puxado por cavalos para transportar os feridos no Cerco de Málaga, em 1487.”

fonte: Medicina intensiva

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A primeira telenovela brasileira

Foi exibida na TV Tupi de São Paulo, "Sua Vida Me Pertence" de Walter Forster. Teve 20 capítulos com cerca de 15 minutos cada que eram exibidos, duas vezes por semana, ao vivo, às 20 horas. A novela estreou em 21 de dezembro de 1951 e durou até 15 de fevereiro de 1952. Alguns dos atores que participaram dessa produção foram: Vida Alves, Lia de Aguiar, Dionísio de Azevedo, Lima Duarte, além do próprio autor, Walter Forster. O primeiro beijo da televisão brasileira aconteceu nessa novela entre os protagonistas.

Já a primeira telenovela a ter exibição diária no Brasil foi "2-5499 Ocupado", apresentada pela Rede Excelsior paulistana às 19 horas e 30 minutos. Estreou em julho de 1963 e inicialmente era apresentada às segundas, quartas e sextas-feiras. O autor era o argentino Alberto Migre e o texto foi adaptado para a língua portuguesa por Dulce Santucci. A partir de 9 de setembro de 1963, a Rede Excelsior do Rio de Janeiro começou a exibir a obra diariamente. Essa foi a primeira novela a formar o par romântico entre os atores Tarcísio Meira e Glória Menezes, casados na vida real.

E na primeira rede de televisão brasileira, a TV Tupi (inaugurada em 18 de setembro de 1950 e extinta em 16 de julho de 1980), as telenovelas que fizeram parte da grade da emissora tiveram bons índices de audiência, de acordo com especialistas, como O Profeta (1977) e O Meu Pé de Laranja Lima (1970), ambas de Ivani Ribeiro e Beto Rockfeller (1968) de Bráulio Pedroso, entre outras.

Mulheres de Areia e A Viagem ambas de Ivani Ribeiro possuem recordes de audiência competivos, Idolo de Pano de Teixeira Filho foi a novela mais cara da televisão brasileira.

"Escrava Isaura" adaptação de Gilberto Braga, inspirada no romance de Bernardo Guimarães, foi exibida pela Rede Globo entre 11 de outubro de 1976 e 5 de fevereiro de 1977, às 18 horas, em 100 capítulos e consta como a telenovela que teve o maior número de exibições no Brasil, no total foram cinco e é uma das mais vendidas no exterior, segundo dados da emissora. Em 2002, os direitos de exibição haviam sido adquiridos por 80 países. A trama foi dirigida por Herval Rossano e Milton Gonçalves. O elenco contava com Lucélia Santos, Rubens de Falco, Edwin Luisi e Norma Blum, entre outros.

A novela "Roque Santeiro" foi escrita e entraria no ar em 1975, no entanto sua exibição foi censurada pela Delegacia de Ordem Política Social. O texto de Dias Gomes era uma adaptação da peça, também de sua autoria, "O Berço do Herói", proibida pela Censura Federal em 1963. Tinham sido gravados 36 capítulos e os protagonistas da trama eram os atores Betty Faria, Lima Duarte (que participou da segunda versão em 1985) e Francisco Cuoco. No lugar, foi exibida a novela "Pecado Capital" (Rede Globo, 1975) de Janete Clair.

Vale Tudo (Rede Globo, 1988) de Gilberto Braga, Leonor Bassères e Aguinaldo Silva, abordou temas como corrupção, ética e honestidade. "Quem matou Odete Roitman?" ficou no ar apenas alguns dias, mas causou, na época, tanta curiosidade nos telespectadores que foram gravados cinco finais diferentes e só na data de exibição do último capítulo foi revelado o verdadeiro assassino. Em 2001, essa mesma emissora fez uma versão para o público latino-americano e foi rebatizada como Vale Todo.

O "Vale a Pena Ver de Novo", da Rede Globo teve a missão de representar novelas no horário vespertino. Muitas novelas que foram consideradas "fenômenos de audiência" representaram um fracasso nesse horário como "Roque Santeiro" e "Terra Nostra".

A novela de maior audiência neste horário foi "A Viagem", de Ivani Ribeiro empatada com "A Gata Comeu" da mesma autora, em 2º e 3º lugares vêm "Tieta" e "A Indomada", ambas de Aguinaldo Silva.

Mais em:
Wikipédia https://goo.gl/kqs0TS
- http://goo.gl/4gy7IW --

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NEFERTARI, a grande esposa de Ramsés II

É difícil, impossível, discernir através das inscrições oficiais os sentimentos de um faraó pela sua grande esposa. Mas quanto a Ramsés II e Nefertari, o faraó honrou sua esposa de maneira excepcional. Mesmo vivido bem mais que ela e outras esposas reais a sucederem, foi Nefertari a única rainha ligada ao reinado de Ramsés II.

Os pais de Nefertari são desconhecidos, ela talvez era de origem relativamente modesta. Seu nome significa "a mais bela" , "a mais perfeita". Casou-se com Ramsés, antes deste suceder a seu pai, Seti I; possuí os títulos que sublinharam o papel essencial da grande esposa real:

-soberana do duplo país
-aquela que preside o Alto e o Baixo Egito
-a senhora de todas as terras
-aquela que satisfaz os deuses

Os textos especificam que ela tinha um belo rosto e uma doce voz.
Interpretando as inscrições ao pé da letra, Nefertari teve 4 filhos e duas filhas com Ramsés II. Mas a noção de "filho" e "filha" corresponde muitas vezes a um título.

No primeiro ano do reinado de Ramsés ela foi associada a importantes atos e participou dos ritos da coroação. Teve um papel ativo nos grandes rituais do estado, como a Festa de Min e forte influência na política externa.

No centro da Núbia, na segunda catarata do Nilo, dois templos foram escavados na margem do rio, 1 300 km ao sul de Pi-Ramsés. A deusa Hathor reina nesse lugar mágico, a soberana do amor celeste. O faraó decidira exaltar o casal régio encarnando-o, de maneira monumental, nos dois templos próximos um do outro. Esses templos foram inaugurados pelo casal, no inverno do ano 24 do reinado.

Ramsés e Nefertari penetraram no grande templo, consagrando a regeneração perpétua do ka do faraó, avançaram na alameda ladeada de pilares representando o rei Osíris, transpuseram as portas que davam acesso às salas secretas e foram até o fundo do santuário, onde reinavam quatro divindades: Ra, Amon, Ptah e o ka de Ramsés.

Ramsés mandou construir esse templo "como obra de eternidade para a grande esposa real Nefertari, a amada de Mut, para todo o sempre, Nefertari, para cujo esplendor o Sol brilha". Sua coroa composta de um sol no meio e de dois chifres e duas altas plumas, que fazem dela a encarnação de todas as deusas criadoras. Na fonte, o uraeus, a cobra fêmea que queima os inimigos e dissipa as forças negativas. Ladeando a rainha, duas deusas, Ísis e Hathor, que a magnetizam depois de lhe terem colocado a coroa.

Ramsés é o esposo do Egito, e Nefertari a mãe, no naus do seu templo, ela identifica-se com Hathor e Ísis, cria as cheias e dá vida a todo o país.

Quando Ramsés celebrou sua primeira festa sed, no fim de 30 anos de reinado, Nefertari não figurou entre as personalidades presentes. Conclui-se que Nefertari havia cruzado as portas do Além.

Outro monumento que canta a glória de Nefertari é a sua morada eterna no Vale das Rainhas. Obra prima da arte egípcia. O túmulo de Nefertari foi o único do vale das Rainhas que escapou à destruição e as degradações. Monumento vasto e inclui várias salas que conduzem à "sala do ouro", onde o corpo de luz da rainha havia sido animado pelos ritos, a fim de servir de suporte aos elementos espirituais do ser.

A morada eterna de Nefertari é um verdadeiro livro de sabedoria, reconstituindo as etapas de uma iniciação feminina. Muito para além da sua existência terrestre, a grande esposa real de Ramsés II lega-nos assim um inestimável testemunho.

Mais em:
Wikipédia, Ramsés II - https://goo.gl/JCJWDr Wikipédia, Nefertari - https://goo.gl/1q2NHk

#nefartari   #ramsesII #egito   #osdezmandamentos

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Há exatos 42 anos a Ponte Rio-Niterói era inaugurada

A Ponte Rio-Niterói ou Ponte Presidente Costa e Silva completa 42 anos hoje, 4 de março de 2016. O seu projeto foi idealizado por Mario Andreazza, então Ministro dos Transportes. A obra teve o seu início simbólico em 9 de novembro daquele ano, com direito à presença da então Rainha do Reino Unido, Elizabeth II.

Por conta da magnitude do empreendimento, ocorreram problemas estruturais que adiaram a inauguração em três anos. A Ponte Rio-Niterói foi inaugurada no dia 4 de março de 1974, com um total de 13,29 km. Atualmente, a via é uma das mais importantes das duas cidades, com um fluxo de 151 mil veículos por dia.

A obra pode ser dividida em três seções principais, que foram construídas simultaneamente: a ponte propriamente dita, sobre a baía da Guanabara, as vias de acesso no Rio de Janeiro e as vias de acesso em Niterói. "A parte mais complexa, é claro, foram os 9 quilômetros erguidos sobre o mar, o que exigiu a perfuração do subsolo oceânico na busca por um terreno rochoso que agüentasse a estrutura da ponte", diz o engenheiro civil Bruno Cantarini, que foi diretor técnico na construção histórica. Além do longo trecho sobre a água, vários quilômetros de rampas e viadutos de acesso precisaram ser feitos para integrar a ponte ao sistema de tráfego local. Com isso, a extensão total da obra chegou aos 13 quilômetros. O sonho de fazer uma ligação direta entre as cidades do Rio e de Niterói já existia pelo menos desde o século 19.

Em 1875, o imperador dom Pedro II chegou a contratar um engenheiro inglês para projetar um túnel na baía da Guanabara. A idéia não vingou e os cariocas tiveram que esperar várias décadas para ver uma ponte começar a ser erguida no local, em 1968. O início dos trabalhos foi tumultuado, com a morte de operários afogados em um acidente e várias interrupções por problemas burocráticos. Quando a obra finalmente ficou pronta, em 1974, virou imediatamente um orgulho nacional. "A ponte bateu alguns recordes notáveis, como o de maior vão livre com viga reta, com 300 metros de largura e 72 metros de altura", diz o engenheiro civil Mario Vilaverde, que também trabalhou na obra, como superintendente técnico. Outro fato impressionante foi o volume de material usado.

Se os sacos de cimento da obra fossem empilhados, teriam uma altura 1 500 vezes maior que a do Pão de Açúcar. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, a ponte Rio-Niterói não é a mais longa do mundo. Seus 13 quilômetros de extensão ficam bem aquém da Ponte Qingdao Haiwan que é a maior ponte sobre água salgada existente na Terra. Localizada na cidade de Qingdao, na província de Shandong, na República Popular da China, foi construída em apenas quatro anos, com a construção iniciada em 2007 e a inauguração ocorrendo em 30 de junho de 2011.

Confira no Youtube:
Construção da Ponte Rio-Niterói (1969) -https://goo.gl/PedFVe
O interior da ponte Rio-Niterói  - https://goo.gl/3CXZAL

Hoje o Google prestou uma homenagem a este símbolo do estado do Rio de Janeiro com um Doodle na sua página principal (www.google.com.br). O  Doodle exclusivo para o Brasil e foi criado pelo ilustrador convidado Patrick Leger. O desenho mostra parte da paisagem da Ponte Rio-Niterói, sobre a Baía com uma mistura entre natureza e prédios ao fundo. Acesse o Google Maps e faça um "passeio" -https://goo.gl/9cRgLg  (imagens atualizadas em ago de 2015)

Mais em:
wikipérdia - https://goo.gl/7JvR1I
mundoestranho - http://goo.gl/gerdjF
fotos: oglobo - http://goo.gl/BAJpAx

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Francisca Edwiges Neves Gonzaga - letrista, pianista e regente. Considerada a primeira compositora popular brasileira.

Conhecida como Chiquinha Gonzaga, compôs cerca de 2 mil obras, participou de 77 peças do Teatro de Revista e foi idealizadora da primeira associação de direitos artísticos do país. Além disso, a carioca foi autora de ‘Ô Abre Alas’, primeira marcha carnavalesca com letra.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) destaca-se na história da cultura brasileira e da luta pelas liberdades no país pelo seu pioneirismo. A coragem com que enfrentou a opressora sociedade patriarcal e criou uma profissão inédita para a mulher, causou escândalo em seu tempo. Atuando no rico ambiente musical do Rio de Janeiro do Segundo Reinado, no qual imperavam polcas, tangos e valsas, Chiquinha Gonzaga não hesitou em incorporar ao seu piano toda a diversidade que encontrou, sem preconceitos. Assim, terminou por produzir uma obra fundamental para a formação da música brasileira, pela primeira vez apresentada ao grande público por meio do Acervo Digital Chiquinha Gonzaga.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1847, da união de José Basileu Neves Gonzaga, militar de ilustre linhagem no Império, com a forra Rosa, filha de escrava. A menina cresceu e se educou num período de grandes transformações na vida da cidade. Além de escrever, ler e fazer cálculos, estudar o catecismo, e outras prendas femininas, a jovem sinhazinha aprendeu a tocar piano. Educada para ser dama de salão, aos 16 anos Chiquinha se casou com o promissor empresário Jacinto Ribeiro do Amaral, escolhido por seu pai. Continuou dedicando atenção ao piano, para desespero do marido, que não gostava de música e encarava o instrumento como seu rival. Inquieta e determinada, Chiquinha se rebelou e decidiu abandonar o casamento ao se apaixonar pelo engenheiro João Batista de Carvalho, com quem passou a viver.

 Com 18 anos de idade, já Sra. Francisca Edwiges Gonzaga do Amaral.
O escândalo resultou em ação judicial de divórcio perpétuo movida pelo marido no Tribunal Eclesiástico, por abandono do lar e adultério. A Chiquinha Gonzaga que emerge no cenário musical do Rio de Janeiro em 1877, após desilusão amorosa, maldição familiar, condenações morais e desgostos pessoais é uma mulher que precisa sobreviver do que sabia fazer: tocar piano.

Ninguém ousara tanto. Praticar música ao piano, ou até mesmo compor e publicar, não era incomum às senhoras de então, mas sempre mantendo o respeito ao espaço feminino por excelência, o da vida privada. A profissionalização da mulher como músico (e ainda mais aquele tipo de música de dança para consumo nos salões!) era fato inédito na sociedade da época. A atividade exigia talento, determinação e coragem – qualidades que não faltavam a Chiquinha Gonzaga.

Sua estreia como compositora se deu com a polca Atraente, cujo sucesso foi mais um fardo para sua reputação. Mantinha-se como professora em casas particulares e pianista no conjunto do flautista Joaquim Callado. Passou a aperfeiçoar sua técnica com o pianista português Artur Napoleão, também seu editor, e a tentar escrever partituras para o teatro musicado. Em janeiro de 1885, Chiquinha Gonzaga estreou no teatro com a opereta A corte na roça, representada no Teatro Príncipe Imperial, ocasião em que a imprensa se embaraçou ao tratá-la – não existia feminino para a palavra maestro. Ao longo de sua carreira de maestrina, Chiquinha Gonzaga musicou dezenas de peças de teatro nos gêneros os mais variados.
 
Em 1889, regeu, no Imperial Teatro São Pedro de Alcântara, um original concerto de violões, promovendo este instrumento ainda estigmatizado. Era a mesma audácia que movia a militante política, participante de todas as grandes causas sociais do seu tempo, denunciando assim o preconceito e o atraso social. A abolicionista fervorosa passou a vender partituras de porta em porta a fim de angariar fundos para a Confederação Libertadora e, com o dinheiro da venda de suas músicas, comprou a alforria de José Flauta, um escravo músico.

 Na virada do século XIX para o XX, Chiquinha Gonzaga criou a marchinha carnavalesca, compondo a música que a popularizaria, Ó abre alas, e obtendo com isso um reconhecimento eterno, pois o carnaval jamais a esqueceu. Aos 52 anos de idade, já consagrada, Chiquinha conheceu aquele que iria se tornar seu companheiro até o final da vida, o jovem português de 16 anos João Batista Fernandes Lage, mais tarde João Batista Gonzaga.
 
O nome da compositora esteve também envolvido em escândalo, desta vez político, quando seu tango Corta-jaca foi executado no Palácio do Catete, em 1914. Como autora de músicas de sucesso, sobretudo pela divulgação nos palcos populares do teatro musicado, Chiquinha Gonzaga sofreu exploração abusiva de seu trabalho, o que fez com que tomasse a iniciativa de fundar, em 1917, a primeira sociedade protetora e arrecadadora de direitos autorais do país, a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat).

 Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da música propriamente brasileira, que se consolidaria nas primeiras décadas do século XX. Atravessou a velhice ao lado de Joãozinho, a quem a posteridade agradece a preservação do acervo da compositora.
 
Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos de idade.

Youtube: A Maestrina Chiquinha Gonzaga Série 500 anos de História do Brasil, 1999 - Documentário:https://goo.gl/S69Jcm

Fonte: chiquinhagonzaga http://goo.gl/opKtYv
Wikipédia: https://goo.gl/e4Au83

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Como surgiu o Dia Internacional da Mulher?
 
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
 
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
 
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
 
Objetivo da Data 
 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
 
Datas importantes relacionadas a origem do Dia Internacional da Mulher

1900-1907:    Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.

1907:    Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: “Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino.”

1908:    Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres.

1909:    Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman”s Day. O Partido Socialista Americano toma a frente.

1910:    A terceira edição do Woman”s Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro.

Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman”s Day.

Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher.

“Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA”.

Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: “As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres”. Não é definida uma data específica.

1911:    Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança.

Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto).

Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio.

1912:    Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02.

1913:    Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3.

Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3.

1914:    Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data.

A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca.

Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03

1917:    No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa.

1918:    Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo.

1921:    A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março.

1955:    Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas.

1966: A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas.

1969: Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

1970:    O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857.

1975:    A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher.

1977:    A UNESCO encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.

1978:    O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas.

No Brasil:

1945:    O PCB cria a União Feminina contra a carestia.

1947:    O 8 de Março é comemorado pela primeira vez no Brasil.

1948:    Com o PCB na ilegalidade, a passeata do 8 de Março é proibida, no Rio.

1949:    É editado, pela primeira vez, no Brasil, o livro de Alexandra Kollontai, A Nova Mulher e a Moral Sexual.

1950:    Em 8 de Março, a Federação das Mulheres do Brasil retoma a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

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Maria Lenk - pioneira na natação feminina no Brasil e única mulher do país a entrar para o Hall da Fama da natação.

Maria Emma Hulga Lenk Ziegler, conhecida mundialmente como Maria Lenk, foi a primeira brasileira a estabelecer um recorde mundial na natação. Além disso, deu ao seu clube, o Flamengo, várias medalhas na modalidade. Ela é a única brasileira que está no hall da fama da natação.

Nasceu na cidade de São Paulo, em 1915. Seus pais eram imigrantes alemães que chegaram no Brasil três anos antes dela nascer.

Tudo começa com uma pneumonia dupla. Depois do susto, os pais acham que a natação faria bem à saúde da filha de 10 anos. Na ausência de piscinas, a paulistana Maria Lenk tem de dar suas primeiras braçadas no Rio Tietê. Em 1925, o rio não é o esgoto a céu aberto de hoje.

Aos 17 anos, Maria Lenk já é atleta de nível internacional. Torna-se a primeira sul-americana a competir em uma Olimpíada, a de 1932. A delegação brasileira de natação paga a viagem a Los Angeles com a venda do café que trouxe no navio. "O que valia era o conceito do amadorismo. Eu competi com um uniforme emprestado, que tive de devolver quando as provas acabaram", lembra.

Em 1932, ela participa das provas dos 100 m livre, 100 m costas e chega às semifinais dos 200 m peito. Nessa modalidade, Maria Lenk obtém suas melhores marcas. 

Outro fato marcante em sua carreira é a participação inovadora nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Na ocasião, destaca-se como precursora do nado borboleta entre as mulheres. Ela se utiliza da braçada deste estilo nos 200 m peito e, novamente, chega às semifinais da prova.

Em 1939, ele bate os recordes mundiais dos 200 m e 400 m nado de peito. No auge de sua forma, é a mais séria candidata ao ouro olímpico em 1940. Mas a Segunda Guerra Mundial e suas bombas cancelam o evento.

 No início dos anos 40, é a única mulher da delegação de nadadores sul-americanos que excursiona pelos EUA. Maria Lenk quebra doze recordes norte-americanos e aproveita sua estadia para concluir o curso de Educação Física na Universidade de Springfield. 

Em 1941, Piedade Coutinho e ela participaram do sul-americano feminino de natação e venceram. Competiu várias outras vezes, quebrou mais recordes e após se aposentar foi convidada a dirigir o curso que ajudou a fundar.

Em 1942, abandona a carreira e ajuda a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Depois da aposentadoria, Maria Lenk retorna gloriosamente à raia das piscinas para competir na categoria Master. 

No campeonato mundial da categoria 85-90 anos, realizado em agosto de 2000, ela voltou de Munique com cinco medalhas de ouro! Maria Lenk foi a campeã dos 100 m peito, 200 m livre, 200 m costas, 200 m medley e 400 m livre. Ela também ganhou o apelido de Mark Spitz da terceira idade, uma referência às sete medalhas de ouro que o nadador norte-americano ganhou na Olimpíada de Munique, em 72. 

Passou três anos pesquisando sobre a relação entre longevidade e esporte, até que em 2003 lançou seu livro “Longevidade e Esporte”, onde relata seus estudos sobre os benefícios que trás a saúde ao longo da vida.

Em seu livro, Lenk fala sobre a importância da prática esportiva para a longevidade. Ela demonstra, com dados demográficos, que a população de idosos está crescendo rapidamente e que o plano de vida desses idosos deve ser revisto. A cada dia, a expectativa de vida aumenta, e os que há alguns anos eram considerados “velhos”, hoje são jovens e tem muita energia para gastar.

Morreu em 16 de abril de 2007 aos 92 anos vítima de uma parada cardiorrespiratória, após se exercitar pela manhã, no Flamengo, como fez até o fim da vida.

Seu nome está no hall da fama da Federação Internacional da Natação merecidamente: ganhou diversas medalhas numa competição mundial de natação categoria Masters e bateu recordes.

Homenagem do Rio: O Centro Aquático Maria Lenk no Rio de Janeiro, foi construído para os Jogos Pan-americanos Rio 2007. A área de competição foi projetada de acordo com os requisitos da FINA (Federação Internacional de Natação) para grandes competições internacionais e passou por modificações mínimas para os Jogos Rio 2016.

Sua trajetória foi marcada pelo preconceito que ela sofria por ser mulher e atleta, ela chegou a ser excomungada sob a alegação de que a natação não era parte da natureza feminina. Foi a primeira mulher a fazer parte do Conselho Nacional de Desportos e nesse cargo lutou para que as mulheres pudessem competir em todos as modalidades esportivas, mas isso só foi liberado em 1975. 

Maria Lenk é também uma personalidade polêmica: Getúlio Vargas a fim de fortalecer o espírito nacionalista incentivou bastante o esporte justamente no período que ela era atleta. E essa ligação dela com governos ditatoriais é bastante criticada. 

Fontes:
Wikipédia - https://goo.gl/0nEJjp
Educacional - http://goo.gl/KdWKDS 
Amaralnatação - http://goo.gl/W907iD
Rio 2016 - http://goo.gl/AX84vQ

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Nascia em 8 de março de 1929, Hebe Camargo, primeira mulher a apresentar um programa feminino na televisão brasileira. 

Hebe Camargo nasceu no dia 08 de março de 1929, em Taubaté, São Paulo. Filha de Ester e Fego Camargo, que era violinista do Cinema Politeama em Taubaté na época dos filmes mudos, Hebe teve uma infância humilde, principalmente depois da chegada do cinema falado, quando seu pai perdeu o emprego. Sua família mudou-se para a capital, São Paulo, em 1943, quando Hebe tinha 14 anos de idade. Fêgo já na capital passou integrar a Orquestra da Rádio Difusora, onde ele regeu a orquestra da emissora de rádio e sempre levava consigo Hebe Camargo. Em 1943 ela iniciou como cantora na rádio Tupi aos 15 anos de idade no programa Clube Papai Noel.

Ainda na década de 40, ela iniciou juntamente com sua irmã e duas primas o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá; o grupo durou três anos. Já na Rádio Difusora no programa Arraial da Curva Torta em 1944, ela formou com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis a dupla caipira Rosalinda e Florisbela. Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates. Ao gravar um disco em homenagem a Carmen Miranda, ela ficou conhecida como "estrelinha do samba" e posteriormente como "a estrela de São Paulo". Em 1950 Hebe lançou sua primeira música cantada, "Oh! José" juntamente com "Quem Foi que Disse" em um compacto de 78 rotações. Após isso, abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão

A artista lançou outros discos, passou a ser conhecida como Estrelinha do Samba e posteriormente como A Estrela de São Paulo. Já consagrada, prestou homenagem a Carmen Miranda, gravando um pout-pourri com os maiores sucessos da pequena notável. Ainda como cantora, Hebe atuou em alguns filmes do comediante Mazzaropi e até contracenou com Agnaldo Rayol num deles. Como atriz, participou do filme "Quase no Céu", de Oduvaldo Vianna, lançado em maio de 1949. Hebe participou ainda da última edição do Festival de Música Popular, defendendo a música "Volta Amanhã". 

Com o passar do tempo, a carreira de cantora deu lugar à de apresentadora. Hebe, inicialmente substituiu Ary Barroso num famoso programa de calouros. Em 1955, Hebe iniciou o primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres dirigido por Walter Forster, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar com o empresário Décio Cupuano, união no dia 20 de setembro de 1965, nasceu o primeiro e único filho da artista, Marcello Camargo.

Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.

Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical Programa Hebe, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.

Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo "sofá da Hebe", no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.

Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Rádio Panamericana (Jovem Pan).

Nos anos 70, produzido pela Transbrasil e lançado pelo Selo Continental, gravou participação com a música "Pai Nosso" na adaptação para radiodifusão do livro Fernão Capelo Gaivota ou "Johnathan Gaivota" narrado por Moacyr Ramos Calhelha.

Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. 

Após uma pausa de quase 10 anos, Hebe retornou à televisão em 1981. Seu programa era exibido nas noites de domingo e posteriormente às sextas-feiras, na TV Bandeirantes. Depois de quatro anos de sucesso, a direção da emissora resolveu inexplicavelmente acabar com a atração. Em 1985, quando ainda estava na Bandeirantes, recebeu convite do SBT e em novembro do mesmo ano assinou contrato. Sua estreia aconteceu dia 4 de março de 1986. Desde a estreia no SBT, Hebe apresentou: o Programa Hebe, no estilo show, no ar nas noites de segunda-feira, e o "Hebe Por Elas", programa de entrevistas só com mulheres apresentado às terças-feiras. Ela chegou a ter, por curto período, um programa nas tardes de domingo. O Programa Hebe ia ao ar às segundas-feiras, a partir das 22h20, no qual a apresentadora conversava com artistas e personalidades sempre de forma descontraída, mostrando toda sua irreverência e experiência, num estilo inconfundível. Entre os vários prêmios que a apresentadora recebeu ao longo da carreira, o que mais a deixou emocionada foi ter sido escolhida pelos paulistanos, numa pesquisa realizada 1990, A cara de São Paulo. Em 1994, Hebe recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadã Paulistana. 

Famosa como apresentadora, Hebe não deixou de lado a carreira musical. Após lançar três discos entre 1959 e 1966, compilou suas canções mais conhecidas no CD “Maiores sucessos”, de 1995. Depois, lançou mais quatro discos. "Pra você" (1998), "Como é grande meu amor por você" (2001), "As mais gostosas da Hebe" (2007) e "Hebe mulher" (2010, ano em que participou do Grammy Latino). O último álbum da carreira contou com participações de Daniel Boaventura e Roberto Carlos. Em todos os discos, o repertório foi abastecido por canções românticas. 

A apresentadora morreu em 29 de setembro de 2012, aos 83 anos. Ela lutava contra o câncer desde 2010 e morreu após sofrer uma parada cardíaca, ao se deitar para dormir. Um dos maiores ícones da televisão brasileira, Hebe ficou internada pela última vez por quase duas semanas em agosto de 2012. Nos últimos dois anos passou por cirurgias e tratamentos contra o câncer. Ela foi diagnosticada com câncer no peritônio, membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo, em janeiro de 2010. Em sua primeira gravação após 12 dias internada para a retirada de nódulos e para o início do tratamento quimioterápico, Hebe mostrou gratidão com fãs e celebridades que a apoiaram. “Posso até morrer daqui a pouco, que vou morrer feliz da vida”, comentou em março de 2010, ainda no SBT.  Hebe trabalhou no SBT durante 25 anos. 

Na ocasião, Hebe subiu ao palco ao som de Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Leonardo e Maria Rita cantando juntos.“Vocês são a causa disso tudo. Me colocaram nesse pedestal que eu não mereço. É impossível encontrar palavras para descrever esse momento”, disse para a plateia. Depois, entoou “Ó nóis aqui traveis”, samba do grupo Demônios da Garoa. Em mais de 60 anos de história na televisão brasileira, Hebe tinha um estilo próprio de entrevistar as pessoas. Ela se tornou popular com a expressão “gracinha”, usada para elogiar convidados. Outra marca registrada de Hebe era dar selinhos nos entrevistados que passavam por seu famoso sofá. 

A atriz Lolita Rodrigues, uma das melhores amigas de Hebe, se emocionou ao falar da morte da apresentadora e comentar o estado de saúde dela. “Eu estive com ela há um mês. Ela ainda estava no hospital. Ela estava muito triste, e eu fiquei muito admirada porque a Hebe era a alegria em pessoa. Ali, eu tive certeza de que nada mais era... Era esperado, mas dói muito. Perder um amigo sempre dói muito.” 

14/12/2010 - Hebe Camargo descarta aposentadoria Hebe Camargo, 81, não vai se aposentar, garantiu seu sobrinho e assessor de imprensa, Cláudio Pessutti. Segundo ele, a apresentadora deixou o SBT para estrear em outra emissora e "nem cogita a possibilidade de parar de trabalhar".

CURIOSIDADES

A polêmica do aborto
Hebe contou à revista Veja em 1997 que sofreu três abortos ao longo de sua vida, sendo um deles provocado. A apresentadora tinha 18 anos e arriscou sua vida ao interromper sua gravidez em uma “sala pequena, sem anestesia, sem medicamento nenhum”.

Apesar de se considerar uma mulher de muita fé, Hebe não se diz arrependida por ter tirado o bebê: “Para ser mãe a gente tem de desejar ter um filho. Ele tem direito à vida, é verdade. Mas com amor dos pais, com condições para crescer com saúde e boa educação. Quem vai garantir isso?”, disse a apresentadora.

A fé inabalável
A Hebe sempre foi muito católica e possuía várias imagens de santo, mas uma específica acompanhava a apresentadora até em suas viagens: a Nossa Senhora Aparecida. Em sua casa, na cidade de São Paulo, ela tinha um altar, onde sempre fazia orações. Quando o pai de Hebe ficou doente, ela fez uma promessa de ficar 365 dias sem usar nenhuma joia, e cumpriu.

- De tempos em tempos, levava sacolas cheias de roupa para doar às funcionárias do salão de beleza do qual era cliente. Costuma também fazer uma festinha de Natal por lá, com distribuição de presentes.

- Deu casas de presente a seu cozinheiro, seu faxineiro, sua governanta e a um copeiro.

- Quando um amigo elogia algo que está usando, comprava um item igual e o envia à pessoa. Por causa disso, já presenteou a jornalista Marília Gabriela com um casaco de couro e pele de raposa turquesa, além de um porta-pó da Yves Saint-Laurent.

- Fez duas plásticas no rosto, duas nos seios e duas lipoaspirações.

- Uma de suas marcas registradas, o selinho, nasceu de uma brincadeira de Rita Lee. Em 1997, a cantora foi ao programa e, de supetão, deu uma bicota na boca de Hebe.

- Em mais de vinte anos de SBT - chegou à emissora em 1986 - , seu programa foi ao ar 1 147 vezes. Com média de cinco convidados por edição, passaram por seu sofá cerca de 6 000 pessoas.

- Só não levou o Troféu Imprensa de melhor apresentadora uma vez - perdeu para Adriane Galisteu, em 2000.

- Era a madrinha do Teleton e costumava encerrar a maratona televisiva em prol de crianças com deficiência ao lado de Silvio Santos...

Fontes: wikpédia, memorial da fama, ig e vejsasp
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MARIA DA PENHA

Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza, Ceará, 1945) é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 70 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.

Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo então presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha1 , na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre.

O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica.

Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará. Ela esteve presente à cerimônia da sanção da lei brasileira que leva seu nome, junto aos demais ministros e representantes do movimento feminista.

A nova lei reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los. Em artigo publicado em 2003, a advogada Carmem Campos apontava os vários déficits desta prática jurídica, que, na maioria dos casos, gerava arquivamento massivo dos processos, insatisfação das vítimas e banalização da violência doméstica.

Referências:
Wikipedia, Maria da Penha: https://goo.gl/u0z4ye
Wikipedia, Lei Maria da Penha: https://goo.gl/GwltK8
Instituto Maria da Penha: http://goo.gl/kcxc8A

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Irmã Dulce

A fragilidade de Irmã Dulce era apenas aparente. A miudinha freira de um metro e cinquenta, raro exemplo de bondade e amor, foi arquiteta de uma das mais notáveis obras sociais do Brasil. 

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 26 de maio de 1914. Filha de Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Desde criança desejava seguir a vida religiosa e rezava muito, pedindo algum sinal que mostrasse se deveria ou não seguir esse caminho. 

Ainda na adolescência, começou a desenvolver a sua missão de ajudar os mendigos, carentes e enfermos. Aos treze anos, foi recusada pelo convento de Santa Clara por ser muito nova. Na época, já inconformada com a pobreza, amparava miseráveis e carentes. Aos 18, recebeu o diploma de professora e entrou para a Congregação da Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, do Convento de São Cristóvão, em Sergipe. Com os votos de profissão de fé, de Maria Rita para Irmã Dulce, em homenagem à mãe, voltou a Salvador, onde trabalhou como enfermeira voluntária e professora de Geografia. Sem vocação para lecionar, dedicou-se ao trabalho social nas ruas. Começou prestando assistência à comunidade favelada dos bairros de Alagados e de Itapagipe. 

De volta a Salvador, já como freira, sua primeira missão foi ensinar em um colégio mantido por sua congregação religiosa. Em 1936, com 22 anos, fundou a União Operária São Francisco, juntamente com o Frei Hildebrando Kruthaup. Deve-se à Irmã Dulce a criação do Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e suas famílias. Importante também foi a sua participação na criação de um albergue para doentes, localizado no convento de Santo Antônio, o que depois iria se transformar no Hospital Santo Antônio.

Em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II, ao Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir no altar e recebeu do Papa, um terço e ouviu as seguintes palavras: "Continue, Irmã Dulce, continue".

Em 1988, foi indicada ao Nobel da Paz pelo então Presidente do Brasil José Sarney, com o apoio da rainha da Suécia. Em 2000, recebeu do Papa João Paulo II, o título de "Serva de Deus". Durante mais de cinquenta anos a Irmã dedicou-se a dar assistência aos doentes, pobres e necessitados.

Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, tinha uma saúde frágil, mas não parou seu trabalho. Já debilitada, foi internada no Hospital Português da Bahia, e depois transferida para a UTI do Hospital Aliança e finalmente para o Hospital Santo Antônio. No dia 20 de outubro de 1991, Irmã Dulce recebeu a visita do Papa João Paulo II, para receber a benção e a extrema-unção. Irmã Dulce faleceu em Salvador, no dia 13 de março de 1992. Seus restos mortais estão enterrados na Capela do Hospital Santo Antônio.

A Irmã Dulce foi beatificada pelo Papa Bento XVI, em 10 de dezembro de 2010. Desde que Irmã Dulce virou beata, já chegaram mais de 3.000 relatos de graças alcançadas pela sua intercessão. Deles, três foram considerados consistentes e começaram a ser analisados por peritos, em Salvador.

Em outubro , o Vaticano confirmou um milagre atribuído à religiosa baiana: a recuperação de uma mulher desenganada depois do parto. A cerimônia de beatificação foi realizada na cidade de Salvador, presidida pelo Arcebispo emérito de Salvador, Dom Geraldo Magela Agnelo, enviado do Papa Bento XVI. Caso seja comprovado um segundo milagre, Irmã Dulce será canonizada.

"Miséria é a falta de amor entre os homens" - Irmã Dulce

Documentário Irmã Dulce - Maior Brasileira de Todos os Tempos: https://goo.gl/hOxL6O

Em 27 de novembro de 2014, estreou do filme biográfico sobre Irmã Dulce, intitulado homonimamente Irmã Dulce, rodado inteiramente em Salvador, que mostra a trajetória da freira na infância, fase adulta e últimos anos de vida. Narra seu ativismo social desde a época da juventude até a construção das Obras Sociais Irmã Dulce. Confira o filme no Youtube: https://goo.gl/VxeNwd

Conteúdo: http://goo.gl/i4O3No

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LUISLINDA VALOIS - primeira negra Juíza e Desembargadora brasileira.

A primeira juíza negra brasileira, primeira a proferir uma sentença de racismo no Brasil e a primeira Desembargadora negra do Brasil.

Luislinda Dias de Valois Santos, nasceu em Salvador na Bahia. Filha de uma lavadeira, e de um motorneiro de bonde e neta de um escravizado. Teve uma infância pobre, e com a morte precoce de sua mãe, enfrentou a juventude a ajudar a cuidar dos irmãos, o que a obrigaria a se formar advogada somente aos 39 anos de idade. 

* "Recentemente cheguei ao juizado para trabalhar e em minha cadeira estava sentada uma advogada, loira por sinal . Disse a ela para me ceder o lugar que eu precisava trabalhar . Aí ela respondeu: Não senhora, esta cadeira é do juiz. Eu disse: Esta cadeira é do juiz, mas neste momento ela é da juíza. e a juíza sou eu" (Luislinda Valois)

Aos 9 anos de idade, estudava o ensino primário no Colégio Duque de Caxias, no bairro da Liberdade. Foi lá que ouviu a sentença de um professor, irritado por causa de seu pobre material escolar: "Se não pode comprar é melhor parar de estudar e ir cozinhar feijoada na casa de brancos!”.Humilhada, ainda se emociona quando relembra, tomou ali uma decisão, e retrucou: “Vou é ser juíza e lhe prender”.

* "O direito a discutir o racismo é apenas do negro" (Luislinda Valois) 

A primeira parte, ela cumpriu. Em 1984, a baiana Luislinda Valois Santos tornou-se a primeira juiza negra do Brasil, passou em 1º lugar em nível nacional. Não à toa, também foi quem proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Em 28 de setembro de 1993, condenou o supermercado Olhe Preço a indenizar a empregada doméstica Aíla de Jesus, acusada injustamente de furto. Aos 67 anos, lança em 2009 seu primeiro livro; 'O Negro no Século XXI'.

* "É sempre o negro o delinquente," (Luislinda Valois) 

O livro é mais que um protesto, em cada parte, a autora pontua, de forma simples e direta, o processo histórico causador da desigualdade social e racial em nosso país. Dividido em 18 capítulos, a obra é um avocar para uma reflexão sobre o retorno que a sociedade tem dado ao povo negro, em vista de sua contribuição social, econômica e cultural, ao longo dos séculos. “Cada negro letrado no Brasil tem a obrigação de sistematizar as suas próprias lembranças. A experiência de cada um é um trecho da realidade vivida” (Ubiratan).

* "Parece que somos iguais , mas só somos iguais na constituição brasileira e nas constituições estaduais . Mas no dia - a - dia , nos cargos e nas oportunidades não somos iguais a ninguém, só somos iguais aos leigos, única e exclusivamente" (Luislinda Valois)

Apesar de juíza e escritora, Luislinda não foi poupada de sofrer racismos em sua vida, o que só comprova que o racismo no Brasil é racial, independente de sua classe social. Chegou a ser proibida de entrar em uma festa em sua própria homenagem onde aguardavam uma francesa branca e não uma negra com trançado nos cabelos. 

Ao participar de um quadro final da novela 'Viver a Vida '(Globo), publicam em jornal a sua foto com a atriz Natália do Vale, onde se lê: "Natália do Vale faz carinho em sua camareira". Ainda esperou por décadas para ser promovida a Desembargadora na Bahia e ainda assim, através de decreto. Ela sempre protestou por nunca ter chegado a Desembargadora "No judiciário a porta não é nem fechada, ela é lacrada. Eu, por algum motivo tive condições de chegar, mas percebo que existe uma certa rejeição, não à minha pessoa, mas ao problema do negro", disse ela.

Luislinda Valois é também idealizadora dos Balcões de Justiça e Cidadania, do Juizado Itinerante Marítimo Baia de Todos os Santos e da Justiça Bairro a Bairro, criados com objetivo de facilitar o acesso da população carente aos serviços judiciários.

Em 2011, foi promovida por antiguidade, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ - BA) se aposentando alguns meses depois. No mesmo ano é premiada com a Camélia da Liberdade, em reconhecimento a personalidades que promovem ações de inclusão social de afrodescendentes.

Em 2013, entra na carreira política ao decidir se filiar ao PSD. 

Em agosto desse ano a desembargadora Luislinda Valois que hoje está com 73 anos foi homenageada junto com outros nomes que representam a cultura negra da Bahia em evento de personalidades - http://goo.gl/kd5rOu

Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, alguns relacionados aos projetos que criou.

Participação Eventos Especial na novela Viver a Vida
http://goo.gl/kv7YqL

Entrevistas - TV Brasil (ver demais partes no canal You tube)
PARTE 1 - http://goo.gl/9Fuz5O

Fontes:
-- wikipedia: https://goo.gl/PC8LW3
-- diariodireitoana: http://goo.gl/H3j6cN

Notícia e foto de quando Luislinda sofreu racismo em importante canal de notícias:http://goo.gl/JOlqTq

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Filme: "À Procura da Felicidade" - uma história real e motivadora

O filme À Procura da Felicidade é um dos maiores sucessos do século XXI, estrelado por Will Smith e seu filho Jaden Smith, comoveu milhares de pessoas, porem o que poucos conhecem é a verdadeira história. Um pai solteiro que não tinha dinheiro nem para alugar uma casa, chegando a ser despejado diversas vezes, vivendo em albergues para desabrigados, e tendo dormido até em banheiro de estação de metrô com o seu filho.

Confira a sinopse do filme: "À Procura da Felicidade: Um história inspirada em fatos reais sobre Chris Garner, um vendedor de São Francisco que vive no limite da linha da pobreza. Quando sua mulher Linda o abandona, Chris deve criar sozinho o filho deles de 5 anos, Christopher. A determinação de Chris finalmente surte efeito quando ele arruma um estágio sem remuneração em um programa ultra-competitivo de analista financeiro, onde somente um em cada vinte candidatos consegue ser efetivado. Mas sem salário, Chris e seu filho são despejados do apartamento em que vivem e são forçados a dormir nas ruas, em abrigos comunitários e até mesmo em banheiros das estações de metrô. Com determinação e o amor e confiança de seu filho, Chris Gardner dá a volta por cima para se tornar uma lenda em Wall Street".

Chris Gardner teve sua infância marcada pela ausência do seu pai Thomas Turner que mais tarde venho a conhecer e pela mãe Bettye Jean Triplett que apanhava do padrasto que por sua vez ainda abusava fisicamente dos irmãos.

Quando adulto Chris Gardner conheceu sua esposa Jackie Medina, mãe do seu primeiro filho Christopher Gardner (1981) e sua primeira filha mulher Jacintha Gardner (1985), gerada depois que já estava separado a alguns meses de Jackie.
Chris trabalhava com pesquisas no Hospital Geral de San Francisco nos anos 80, mesmo local onde trabalhava sua esposa. Nessa fase era duramente pressionado pela esposa a conseguir um emprego melhor que pudesse pagar as contas atrasadas da família.

Com apenas US$ 25 no bolso, comprou um scanner portátil para ossos para vender. 
Chris Gardner foi largado pela esposa, que não aguentava tanta dívida. Apertado e com o apartamento (devendo aluguel) e seu filho, logo Chris sem sucesso nas vendas teve de abandonar o apartamento e viver em hotéis, fato que não durou muito tempo, pois logo o resto do dinheiro foi acabando e Chris juntamente com seu filho teve de viver em abrigos para mendigos e até mesmo em banheiros de estações de metrô.

Neste meio tempo Chris, que era extremamente bom em matemáticac certo dia viu uma Ferrari no estacionamento do hospital e perguntou ao seu dono: - O que você faz? Como você faz? e o mesmo respondeu: - Sou corretor e a segunda pergunta foi respondida em um café com este homem cujo nome é Bob Bridges. 

Chris descobriu conversando que ele trabalhava na bolsa de valores, vendia ações e que não precisava ter curso universitário para entrar no mercado de ações e também que podia fazer estágios para adquirir licença para trabalhar. “Naquele momento tomei duas decisões: entrar no negócios de ações e comprar uma Ferrari no futuro”, conta Gardner. Bob Bridges conseguiu muitas entrevistas e em muitas delas Chris não foi aceito nos programas de estágio. Finalmente depois de tentar muitas vezes, conseguiu marcar uma entrevista na empresa Dean Weater. Essa entrevista aconteceu duas semanas depois. Mas antes Chris chegou a ser preso por multas de transito.

Então Chris se inscreveu num curso para trabalhar na bolsa de valores; naquele momento começava a história da busca pela felicidade de Chris, onde somente uma pessoa seria selecionada em 6 meses, porem neste tempo todo nenhum salário era dado, então Chris batalhou por 6 meses trabalhando gratuitamente para depois obter a grande resposta, de que ele era o escolhido. “Eu não ganhava nada. Meus colegas não sabiam que de noite, meu filho e eu dormíamos em abrigos de mendigos, banheiros e parques”, disse Gardner a ISTOÉ.

Mas em 1981 ele finalmente obteve a licença para operar oficialmente na Bolsa de Valores. Imediatamente, encontrou emprego na conceituada firma Bear, Stearns & Company, trabalhando primeiro na área de San Francisco e depois em Nova York. De lá para diante, deslanchou e nunca mais parou. A primeira Ferrari de Gardner foi comprada de segunda mão. E não poderia ter passado por mãos mais significativas: pertenceu ao maior gênio do basquetebol, Michael Jordan. Pode ter sido um sinal de sorte. A aquisição foi feita nos anos 90, em Chicago, onde, como empresário independente, Gardner já havia montado banca para lidar com ações futuras de commodities. “No filme essa trajetória mudou um pouco, para melhorar a narrativa. Mas a essência é a mesma do livro”, diz o protagonista.

Chris Gardner foi se ajustando e a fortuna a cada dia aumentando. O quase mendigo que tinha apenas US$ 25 no bolso e que comprou a Ferrari de Michael Jordan. Hoje sua fortuna é estimada em mais de US$ 600 milhões.

Confira o discurso de Chris Gardner, "Em Busca da Felicidade", na UC Berkeley: https://www.youtube.com/watch?v=0ENuC9Jyg80

Mais em: http://goo.gl/uh4KC4

Há 56 anos, no dia 21 de Março de 1960, ocorreu em Sharpeville, na província de Gauteng, África do Sul, um protesto realizado pelo Congresso Pan-Africano contra a Lei do Passe, um documento que detalhava onde os negros poderiam ir. Caso os negros não apresentassem o passe, eles eram sumariamente detidos.

Neste dia, milhares de manifestantes caminhavam por Sharpeville para um protesto pacífico, que foi reprimido pela polícia sul-africana com arma de fogo provocando a morte de 69 pessoas e ferindo cerca de 180.

Após esse dia, a opinião pública mundial passou a olhar com mais atenção para o regime do apartheid. Em 21 de novembro de 1969, as Nações Unidas implementaram o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de março.

Durante o protesto, os relatos das testemunhas afirmavam que as pessoas não receberam nenhum aviso para a retirada. A presença de veículos blindados e aviões de combate da força aérea também indicaram uma provocação desnecessária por parte do governo, especialmente porque a multidão estava desarmada.

Em Langa, uma township da Cidade do Cabo, a polícia também abriu fogo contra manifestantes, matando três pessoas e deixando cerca de 26 feridas.

#DiaInternacionalContraDiscriminaçãoRacial

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XAROPE? História da Coca-Cola

A história da Coca-Cola inicia com a chegada do farmacêutico John Pemberton na cidade de Atlanta nos Estados Unidos, logo após a Guerra Civil Estadunidense. Ele havia acabado de participar da guerra e estava disposto a mudar de vida, em busca de uma nova clientela que comprasse suas ideias e medicamentos. 

Por não ter nenhuma habilidade em vendas, sempre fracassou em suas criações, até conhecer o contador Frank Robinson, que acaba tornando-se sócio.

•1884 – Foi lançada a bebida alcoólica chamada “Pemberton's French Wine Coca”, anunciada como uma bebida intelectual, vigorante do cérebro e tônica para os nervos, sendo, inicialmente uma mistura de folhas de coca, grãos de noz-de-cola e álcool.

•1886 – O puritanismo religioso estava em alta e havia todo um movimento antiálcool. Nenhuma mulher ou homem decente poderia ser visto em lugares que fornecessem esse tipo de bebida. 

•Neste mesmo ano, todos os estabelecimentos que vendiam álcool foram fechados e Pemberton e Robinson se viram na procura por outro produto que lhes rendessem dinheiro.

Naquela época existiam os chamados “Pontos de Vendas”, lugares aonde pessoas iam após as compras, para se reunir e tomar sorvetes e xaropes misturados com água carbonada nos mais diferentes sabores, e que possivelmente acabaram dando idéias para a produção de um novo produto.

Tentando se encaixar neste novo padrão, Pemberton passou meses no porão de sua casa em Atlanta, adicionando ingredientes à água carbonada para fazer um xarope e, mandando amostras para a “Jacob’s Pharmacy”, para testar a opinião dos clientes.

No dia 8 de maio era vendida a primeira bebida conhecida atualmente como Coca-Cola, nome posteriormente dado por Frank Robinson, que utilizou a sua própria caligrafia para fazer o logotipo.

O produto era um xarope com água carbonada, servidos em copos de vidro e misturados na hora de servir.

No dia 29 de maio, Pemberton anuncia a bebida pela primeira vez no “Atlanta Journal”.

•1887 – Em seu primeiro ano de operação foram vendidos somente 25 galões de Coca-Cola, o que correspondia a 9 copos por dia, o que rendeu 50 dólares, tornando-se um prejuízo.

•1888 – Devido a problemas de saúde e financeiros, Pemberton foi obrigado a vender a fórmula, pelo total de 1.750 dólares e, acabou falecendo, no dia 16 de agosto, dois anos após ter inventado a bebida que acabaria por se tornar um dos maiores símbolos Estadunidenses. 

•No mesmo ano, Frank Robinson procura pelo empresário e farmacêutico Asa Griggs Candler que acaba comprando a fórmula por 2.300 dólares.

De 1891 a 1920 

O empresário Asa Griggs Candler acreditava no produto e queria que a Coca-Cola fosse conhecida.

Naquela época, não existiam meios de comunicação nacionais e, a grande maioria dos consumidores encontrava-se isolados nas pequenas cidades do interior que visitavam as grandes cidades. Uma das formas encontradas foi o contratar pessoas para distribuir cupons que davam o endereço e um brinde, experimentar de graça a Coca-Cola, fazendo com que os estabelecimentos fossem procurados.

Candler também acaba disponibilizando outros brindes nos estabelecimentos, como calendários e posters que serviam como uma forma dos consumidores olharem para o nome da Coca-Cola e lembrar onde compraram.

•1893 – No dia 31 de janeiro a marca Coca-Cola foi registrada.
Nova identidade para as Garrafas de Coca-Cola lançada no ano de 1916, diferenciando o produto das inúmeras falsificações que surgiram no início do século.

•1894 – No dia 12 de março Coca-Cola foi vendida pela primeira vez em garrafas de vidro em uma loja de doces em Vicksburg, Mississippi, usando garrafas de vidro que vinham com a marca da companhia de engarrafamento em auto-relevo, a “Biedenharn Candy Company”. 

•O dono da engarrafadora, Joseph A. Biedenharn ficou impressionado com as vendas e relatou o caso para Asa Griggs Candler, que não teve nenhum interesse em comercializar a Coca-Cola em garrafas.

•1895 – A forma de promoção agressiva adotada por Candler acabou funcionando, a marca Coca-Cola já contava com três fábricas que engarrafavam o produto nas cidades de Chicago, Dallas e Los Angeles.

•1897 – Começa a internacionalização da Coca-Cola, chegando no Canadá, e no México.

•1899 – Dois advogados de Chattanooga, Tennessee Benjamim Franklin Thomas e Joseph Whitehead propõem á Candler que fizessem o engarrafamento em larga escala. 

•No início Candler questionou a estava em dúvidas quanto ao engarrafamento da bebida, mas os dois negociantes que propuseram a idéia foram tão persuasivos dizendo que as pessoas poderiam levar para casa. 

•Um contrato foi firmado dando controle total do procedimento à Thomas e Whitehead para engarrafarem a Coca-Cola, e que excluía Joseph A. Biedenharn deste processo.

•1902 – Coca-Cola passa a ser vendida em garrafas com “tampa coroa”, até então, era comercializada em garrafas com tampa de rolha.

•1909 – Nos Estados Unidos, cerca de 400 fábricas já engarrafavam a Coca-Cola, sendo, a maioria delas era de propriedades de empresas familiares. Algumas foram abertas somente nos meses de clima quente, quando havia maior demanda do produto.

•1915 – Com tantas cidades engarrafando e distribuindo o produto, começaram a surgir as primeiras falsificações.

•Comerciantes começaram a engarrafar outros produtos com o rótulo parecido com o da Coca-Cola, naquela época, não existia diferenciação dos produtos, somente o rótulo, que era facilmente removível.

•1916 – É realizado um concurso para escolher um novo design para a garrafa da Coca-Cola.

•O projeto vencedor foi do projetista Raymond Louise da cidade de Terre Haute, estado de Indiana. Sua inspiração foi no formato da fruta do Cacau.

•A garrafa foi patenteada no estatuto de marcas dos Estados Unidos.

•1918 – No final do ano, Candler vende a empresa por 25 milhões de dólares para um grupo de investidores liderados por Ernest Woodruff e WC Bradley.

•1919 – O design de garrafa escolhido em 1916 já estava em todas as fábricas, dando originalidade ao produto e evitando a pirataria. 

•Neste mesmo ano foram abertos fábricas na Espanha, na Bélgica, na França, na Itália, na Guatemala, em Honduras, no Peru, na Austrália e na África do Sul.

•1920 – Mais de 1000 empresas engarrafadoras realizam a produção e distribuição da Coca-Cola nos Estados Unidos.

De 1921 a 1940

Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, a Coca-Cola já tinha se tornado a maior consumidora de açúcar do mundo para a fabricação de seus produtos. Com a guerra, começou a ter racionamento, colocando em perigo os negócios.

• 1923 – Com o final da Primeira Guerra Mundial, houve a recessão que quase faliu com a companhia , este fato fez o conselho que comandava a The Coca-Cola Company escolhesse um novo presidente, sendo eleito Robert Woodruff , o mesmo dirigiria a companhia pelos próximos 60 anos.

•1929 – A Coca-Cola lança uma caixa de metal, que a conservava gelada nos postos de vendas, chamado de “open-top cooler”.

•1931 – A Coca-Cola encomenda uma série de quadros a Haddom Sundblom, representando a imagem do Papai Noel, para uso em publicidade.

•A figura acaba tornando-se a identidade do Papai Noel. Mas, em 1927 os mesmos traços já haviam sido utilizados no jornal New York Time.

Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola desenvolveu "fábricas" móveis que foram enviadas para as frentes de batalha junto com técnicos da empresa, que garantiam a produção e a distribuição da bebida para os soldados, fato este aprovado pelo então general Dwight D. Eisenhower das Forças Armadas dos Estados Unidos. 

A empresa conseguiu na época uma autorização excepcional de Washington.

Apesar dos custos de produção na frente de batalha serem elevados, a companhia decidiu arcar com os mesmos, numa tática de marketing, vendendo o refrigerante pelo mesmo preço praticado nos Estados Unidos. 

Durante o período de guerra, 64 instalações de engarrafamento foram criadas para abastecer as tropas que estavam fora dos Estados Unidos.

Este fato ajudou a abrir caminho para a internacionalização da Coca-Cola, que, durante e após a guerra acabou sendo licenciada nos diversos países em que acompanhou o exército estadunidense, incluindo o Brasil.

Tendo em vista a sua associação com os produtos Estadunidenses, o refrigerante acabou exercendo o papel de um símbolo patriótico.

A popularidade da bebida aumentou bastante no pós-guerra, quando os soldados voltaram fazendo propaganda do refrigerante.

•1942 – No dia 18 de abril foi inaugurada a primeira fábrica da Coca-Cola no Brasil, localizada no bairro de São Cristovão, no estado do Rio de Janeiro.

Também, no mesmo ano começou a produção de embalagens de vidro com 185 ml.

Até então, a comercialização da Coca-Cola no país, era exclusiva aos soldados Estadunidenses.

A partir desta data, começa a comercialização para o mercado brasileiro, propriamente dito. 

•1943 – No dia 6 de Janeiro estreou o programa “Um Milhão de Melodias”, na Rádio Nacional, que era transmitido às quintas-feiras em horário nobre. 

•O programa foi o primeiro a ser patrocinado pela Coca-Cola no Brasil.

A Coca-Cola representava a troca de culturas entre brasileiros e Estadunidenses naquela época.

No dia 28 de janeiro o então presidente americano Franklin Delano Roosevelt veio ao Brasil para se encontrar com o presidente Getúlio Vargas, acertando assim o envio de tropas do exército brasileiro para a Segunda Guerra.

No mesmo ano foi inaugurada a primeira filial da Coca-Cola Brasil na cidade de São Paulo.

A Coca-Cola conta com 125 produtos, entre refrigerantes, chás e águas. O equivalente a 64 piscinas olímpicas de suas bebidas são vendidas para mais de 200 países. Somente em 2015 a marca faturou o equivalente a US$ 21,5 bilhões no Brasil.

Mais em: http://goo.gl/pNCH3a


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