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Torcedor Colorado ZH: 107 anos de histórias inesquecíveis

Torcedor Colorado ZH: 107 anos de histórias inesquecíveis

Por: Marcelo Gonzatto
04/04/2016 - 09h41min | Atualizada em 04/04/2016 - 11h46min
Torcedor Colorado ZH: 107 anos de histórias inesquecíveis Tude Munhoz/Agencia RBS
Foto: Tude Munhoz / Agencia RBS
Inter completa, nesta segunda-feira, 107 de uma história singular escrita dentro e fora de campo. Uma história gigante, escrita ora com os traços elegantes e sinuosos de um Paulo Roberto Falcão, ora com o risco firme, seco e decidido de um Índio. Mas sempre alinhavada em maiúsculas, jamais na letrinha miúda com que são narradas as trajetórias medíocres.
São tantas glórias destinadas à eternidade, às vezes precedidas por frustrações momentâneas, que fazem 107 anos parecer pouco. Nesse tempo, desfilaram de vermelho ídolos como Kluwe, Nena, Bendionda, Larry, Bodinho, Tesourinha, Valdomiro, Falcão, Figueroa, Ruben Paz, Taffarel, Gamarra, Índio, Fernandão, D¿Alessandro e tantos, tantos outros.
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Quantos jogos decisivos disputaram, quantas taças ergueram, quanto suor, lágrimas e sangue deixaram em campo. Assombraram adversários com o Rolo Compressor, conquistaram o Brasil, a América, o mundo. E quem diz que só dos grandes ídolos se fez essa jornada singular? Pois, frente a frente, Gabiru foi maior do que Ronaldinho. Ediglê foi maior do que Suárez.
Nesse século e pouco de existência, por vezes a trajetória colorada se misturou à História que se desenrola do lado de fora dos estádios – que também tem lá a sua importância. Em 1941, o clube jogou em benefício dos atingidos pela enchente de Porto Alegre. Em 1942, durante a Segunda Guerra, entrou em campo a fim de arrecadar fundos para construir abrigos antiaéreos na Capital. Em 1961, um Gre-Nal foi cancelado em meio ao ambiente tumultuado do Movimento da Legalidade.
Nesta segunda-feira se completam, também, 107 anos de acontecimentos por vezes pitorescos, singelos ou engraçados, mas sempre emocionantes, que pontuam a vida de todo torcedor. A minha história preferida se passa em uma tarde de 1957: um colorado chamado Nelson Silva, carioca radicado no Estado, sofria junto a um radinho pela derrota de 3 a 0 que o Inter sofria para o Aimoré e pela demora da noiva, com quem havia marcado um encontro e não chegava nunca. Que tristeza sem fim, levar um bolo e uma goleada.
Pois esse fiel seguidor, com o coração doído, pegou lápis, papel e transformou o sofrimento em versos. Compôs naquele momento uma música que talvez você conheça: Glória do desporto nacional/Ó, Internacional, que eu vivo a exaltar/ Levas a plagas distantes feitos relevantes/ Vives a brilhar¿
O compositor Nelson Silva, sujeito sabido que deixou o Rio só para virar colorado em Porto Alegre, já desconfiava naquela época do que hoje todos nós sabemos. As frustrações do Sport Club Internacional são momentâneas, mas suas glórias são eternas.
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