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Família matava garotas e vendia coxinhas e empadas com carne humana

Família matava garotas e vendia coxinhas e empadas com carne humana

Um filme caseiro, gravado na década de 1980 por Jorge Negromonte e Isabel Cristina, mostrava uma mulher sendo atacada pelo marido canibal. 20 anos depois, o casal se tornou protagonista de uma outra história de horror, só que dessa vez real. Os dois, juntos com Bruna Oliveira, mataram, esquartejaram e comeram a carne de três mulheres. O caso virou notícia no mundo inteiro e eles ficaram conhecidos como os "Canibais de Garanhuns”.

A primeira vítima dos canibais foi Jéssica da Silva Pereira. Em 2008, ela trabalhava para Jorge como doméstica quando desapareceu. Tinha apenas 17 e já era mãe. Segundo a Justiça, ela foi assassinada na casa de Jorge, em Olinda, na Grande Recife.
Jorge esquartejou o corpo, separou pedaços e enterrou os restos no quintal da casa. Depois, ele, Bruna e Isabel fizeram um banquete macabro com a carne humana. Bruna diz que eles comeram a carne por três dias e que tinha gosto de boi.
Depois da morte, Jorge ficou com a filha de Jéssica, que na época tinha um ano e meio. Ele e a mulher pretendiam criar a menina. O casal convenceu a mãe com o argumento de que nada faltaria à criança. Ele chegou até a registrar a menina em seu nome, mas Jéssica mudou de ideia e ameaçou fugir. Não teve tempo e foi morta.
A menina passou, então, a ter o nome do assassino como pai na certidão de nascimento. Jorge também obrigou a comparsa, Bruna, a mudar de nome e assumir a identidade de Jéssica. Com os documentos falsos, a “nova família", formada por Jorge, Isabel, Bruna e a criança, fugiram de Olinda.
O trio passou a viver na periferia de Garanhuns, cidade no agreste pernambucano, a 230 km de Olinda e com 112 mil habitantes. Foi lá que eles teriam assassinado a segunda mulher: Gisele Helena da Silva, de 31 anos.
Duas semanas depois da morte de Gisele, outra vítima já estava na mira dos canibais. Era Alessandra Falcão da Silva, 20 anos. Ela tinha recebido uma proposta para trabalhar como babá, mas foi morta antes mesmo de terminar o primeiro dia de trabalho. A vítima teve o corpo esquartejado e a carne consumida.
Em 2012, Jorge, Isabel e Bruna foram presos. Eles confessaram os três crimes. Por enquanto, só foram julgados e condenados pela morte de Jéssica.
Em depoimento na delegacia, Isabel revelou detalhes ainda mais assustadores, que provocaram revolta em Garanhuns. Ela contou que fez coxinhas e empadas com a carne de Gisele e Alessandra e vendeu na cidade.

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