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NOTA DO SINDMED-AC

 

WhatsApp-Image-20160507O SINDMED-AC vem por meio desta esclarecer à sociedade a verdade dos fatos ocorridos na madrugada do dia 07 de maio do corrente ano acerca do atendimento prestado ao senhor Egberto, irmão do jornalista Altino Machado, que se utilizou das redes sociais com o reprochável intuito de difamar deliberadamente a categoria médica, difundindo mentiras descaradas e prestando enorme desserviço à sociedade acriana.
A gravidade dos levianos insultos despropositados desferidos em desfavor da categoria médica torna-se ainda pior quando imaginamos tratar-se de um jornalista, profissão que também possui seu Código de Ética, que deveria pautar aqueles que a exercem pelo primado da imparcialidade, isenção e busca pela verdade, ao contrário da forma como agiu o aludido jornalista, talvez interessado em chantagear autoridades a fim de conseguir o intento de fazer com que seu irmão fosse atendido na frente de outros pacientes, pondo em cheque os princípios basilares que orientam o SUS, notadamente o da equidade, e infringindo a norma hospitalar de priorização do atendimento em conformidade com a classificação de risco do paciente, que equivale a dizer a gravidade da doença apresentada pelos pacientes, ou mesmo como forma de obter escusas benesses de forma pouco republicana.
É lamentável que o dito jornalista tente imputar à classe médica, utilizando-se de acusações grosseiramente inverídicas, a culpa pelo descalabro do sistema de saúde, pela falta de profissionais nas unidades de saúde em número suficiente e adequado para atendimento à demanda e pela sua má gestão.
A mentira começa a ser desmontada por seu próprio autor no momento em que publica em sua rede social que não havia nenhum médico no PS para atendimento ao seu irmão, acusando os médicos de terem abandonado o plantão ou de estarem recebendo sua remuneração sem estarem efetivamente trabalhando.No entanto, o prontuário médico do paciente mostra que ele foi atendido exatamente na mesma hora em que o jornalista publicava a sua tendenciosa versão do fato, e o que é pior: todos os médicos que deveriam estar no HUERB naquele momento, de acordo com a escala, estavam de fato lá presentes, nenhum médico havia abandonado o plantão, assim como nenhum médico havia faltado.
A verdade precisa ser dita à sociedade acriana, e a única verdade, que pode ser constatada mediante a escala médica aqui colacionada, foi de que não havia médicos de fato para o atendimento no ambulatório do HUERB pela única razão de que a secretaria de saúde não providenciou médicos para fazerem plantões naquele setor do hospital no horário do ocorrido.Reparem bem que na matriz da escala de plantonistas o PN (plantão noturno) da noite do dia 06 de maio encontra DESCOBERTO, ou seja, significa que o diretor clínico do HUERB informou à secretaria de saúde com antecedência de que não haveria médicos naquele horário, e nada foi feito.Naquele horário somente havia médicos escalados para prestarem atendimento no setor de urgências do PS (SEC), onde somente ficam pacientes mais graves, vários deles entubados e precisando de cuidados intensivos e frequentes, o que torna temerário e arriscado fazer com que os médicos que lá estavam escalados para trabalhar tenham que se deslocar para prestar atendimento a caso não emergencial – como era o caso em questão – no ambulatório.
Entretanto, o compromisso dos médicos é com a vida, e mesmo correndo risco profissional de abandonar seu setor de trabalho, cometendo desvio funcional, e ainda, mesmo correndo risco de deixar pacientes graves a descoberto, os médicos lá presentes não deixaram de prestar o atendimento ao referido senhor, cuja doença, repetimos, não era emergencial.Quando o Sr. Altino cita que 23 médicos estariam recebendo seus vencimentos do governo nas últimas 24 horas ele mente descaradamente de novo.Na verdade todos os 10 médicos escalados em várias das especialidades para estarem naquele horário no HUERB o estavam.Só não havia um cirurgião além do referido médico do ambulatório de clínica, mas não porque tivessem faltado ou abandonado plantão, e sim porque a secretaria de saúde não providenciou nenhum profissional para escalar naquele horário, deixando o plantão a descoberto, irresponsavelmente.Os médicos não podem ser responsabilizados por atribuições de gestão, que não lhe competem.
O jornalista em questão, não satisfeito de já ter se utilizado de mentiras desvairadas para denegrir a classe médica, ainda se utilizou de ironias em sua rede social ao tentar menosprezar o valor dos médicos na sociedade, imputando-lhes menos-valia ao compará-los zombeteiramente com Deus; aliás, por duas vezes ele profere em vão nome de Deus, sendo a primeira delas quando tenta conferir um ar de seriedade e credibilidade em sua primeira postagem ao dizer as horas e o dia “do nosso senhor Deus”.
Se o citado jornalista tivesse mais apreço pela verdade, cumprisse mais fielmente o que apregoa seu Código de Ética, e não tivesse interesses escusos a guiá-lo, teria se perguntado o porquê de não haverem médicos dispostos a trabalharem no plantão do maior hospital do Estado naquele dia e teria descoberto que entre tantos motivos poderíamos citar: a falta completa de condições de trabalho, o risco incomensurável de cuidar de vidas, o risco profissional de ser denunciado, muitas vezes injustamente, justamente por estar fazendo o seu nobre trabalho de, sem a menor condição de trabalho, cumprir da melhor maneira possível o seu trabalho, a remuneração médica insatisfatória que hoje recebem os médicos do Acre – em desacordo com o grau de responsabilidade, formação e complexidade que tem o seu trabalho  – que hoje é o pior Estado do Brasil a pagar médicos, fazendo com que tenha ocorrido uma enorme onda migratória de médicos do Acre para outros estados do Brasil tornando o Acre um dos maiores exportadores de médicos para Rondônia e outros Estados, a postura do governo de perseguir e tentar desqualificar a classe médica, injustificável por ter em seu dirigente máximo a figura de um médico.
O SINDMED-AC repudia a torpe tentativa de macular a honra dos médicos e vem à público colocar os fatos em seu devido lugar, preocupado com a sociedade acriana, a quem o citado jornalista prestou enorme desserviço por não ajudado a aprofundar a discussão acerca dos verdadeiros motivos que têm levado ao colapso o nosso sistema de saúde, que competem exclusivamente à gestão e ao seu subfinanciamento.

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