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Nossa Política Coliseu de Roma



Muita coisa mudou, mas a situação hoje não é tão diferente da época em que a expressão “Pão e Circo” foi criada pelo humorista e poeta Juvenal no ano 100 d.C. Ele criticava a falta de informação e de interesse da população pela política. Se preocupavam apenas com a diversão e alimento.

A informação hoje em dia não é um problema. A facilidade é um fator relevante para quem deseja se inteirar dos fatos, diminuído os riscos dos enganos. Se forem levados em consideração os vários meios para obter esta informação, filtrar, analisar para que não sejamos enganados pelo veículo de comunicação de massa.

Alguns espaços midiáticos são cúmplices desta política de comércio, de carreira, de troca de favores. Não é preciso procurarmos muito distante para constatarmos, basta olharmos para as propagandas de intuito eleitoreiro. Mostra-se uma cidade, um estado, um país inexistentes. Os atores sempre sorrindo perto das personagens sofridas, coadjuvantes de uma história qualquer em suas rotinas, mas nesta época, emprestam seus sorrisos e se mostram agradecidas como se tivessem tomado uma espécie de anestesia que os fizessem perder totalmente a sensibilidade de si mesmo. Parece que esquecem as dificuldades vividas no cotidiano.

Postos de saúde fechados, educação precária, ruas esburacadas, transporte público lotados, preços absurdos e um povo feliz reverenciando o(s) seu(s) senhor(es) que, num gesto de amor e compaixão repentinos se sente(m) um com todos. Neste caso, se misturam e os abraçam, e prometem, prometem, prometem... Os discursos são os mesmos, mudam apenas algumas frases. Os projetos são fantasiosos, mas servem para convencer e fazer sonhar aquele que escuta.

Nas praças públicas de hoje (redes sociais), agimos algumas vezes como gladiadores na defesa de A e B. Dispensamos a oportunidade de conversar, entender realmente o que temos, e o que precisamos.

Não devíamos mais ser reféns de nossas próprias condições, dos nossos interesses particulares. Não pensar na educação é um erro sem volta. Não há remédio que cure uma sociedade que não tem ou ao teve acesso ao conhecimento, ou teve de maneira limitada. Parte da desigualdade social é o resultado de uma educação esquecida ou maquiada e de uma economia sem planejamento.

É necessário manter um povo aquém da conscientização de seus direitos. Deixamos que a palavra bonita nos convença. Fazemos valer o poder da retórica como na época dos sofistas da Grécia Antiga. Novamente, tão antigos e tão próximos. Os homens da oratória acreditavam que a verdade era mutável, múltipla, relativa. Mestres que convenciam segundo seus interesses, ou os interesses do que os contratavam.

A falta da leitura e da informação analisada nos amarram a estes seres que não querem nada além da nossa inconsciência para continuarem bailando nas praças públicas usurpando nossos direitos, jogando as migalhas, enquanto os aplaudimos e chamamos de senhores. Para eles, o que interessa na verdade é garantir a sua hegemonia.


Sejamos todos os dias iluminados pela consciência de que somos cidadãos. Estejamos atentos às ações destes senhores e senhoras que trabalham para nós e para nossa família. Somos responsáveis pelo desempenho de cada um, e não cometamos os mesmos erros, caso tenhamos errado no voto. Há sempre uma forma de melhorar.

 Não nos contentemos com mini-projetos, discursos vazios, alta popularidade, ausência de currículos de candidatos. E para quem vendeu uma rua, uma vila, uma família...tantos votos por tanto. Deixemos que ele preste contas, mas não votemos para saldar dívida de ninguém. Tenhamos muito cuidado! Não é porque é religioso que é um bom cidadão. Não é porque é pobre ou rico que é honesto.

Maria Jucilene de Moraes

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