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Páginas do Acre

Fidelidade na política depende de cargos e outras vantagens pessoais

 Nelson Liano Jr. -  20/01/2017  06:43:17
Infelizmente muitos poucos fazem política com um propósito elevado. Existem duas situações que motivam a maioria daqueles que resolvem se candidatar, a vaidade e a perspectiva de elevação do status social e de ganhos financeiros. Com isso não quero dizer que não existam políticos em sintonia com as aspirações e necessidades da população. Existem, mas ainda são a minoria. Assim achar que um militante, assessor, ou simpatizante é fiel a uma ou outra liderança por “amor à causa” é muito raro. Essa fidelidade depende das vantagens que podem ser obtidas. Em relação as ideologias partidárias ninguém nem sabe do que se trata. Quantos já leram os estatutos programáticos dos seus partidos? Muito poucos. A maioria das principais legendas brasileiras se transformaram em grandes guarda chuvas partidários que abrigam pessoas das mais variadas tendências. E os partidos que chegam ao poder como o PT, o PMDB e o PSDB recebem maiores adeptos conforme o momento em que estão governando. Então quem quiser concorrer aos cargos majoritários no Acre que se prepare para as negociações porque ninguém vai apoiar ninguém pela bela cor dos olhos.
Os dois lados da moedaO atual Governo do PT aproveitou bem a máquina política para ganhar várias eleições. Sem a distribuição de cargos de confiança em 2014 já teria chegado ao final a sua hegemonia. Mas por outro lado, o ex-prefeito Vagner Sales (PMDB) também venceu seguidas eleições em Cruzeiro do Sul utilizando bem a estrutura política da prefeitura. É assim que a banda toca. Quem está no trono leva vantagem para ter aliados “fiéis”.
Tempo de andançasA disputa de 2018 deixa todos os pretendentes a cargos majoritários “ligados”. Esses dias pelo Vale do Juruá andaram os deputados federais Flaviano Melo (PMDB) e Major Rocha (PSDB). Visitaram os prefeitos, ofereceram ajuda com emendas parlamentares e fizeram visitas políticas.
No rumoO senador Gladson Cameli (PP) também tem andado todo o Estado no recesso parlamentar. Esse ano que antecede as eleições é a chave para uma boa campanha. Tudo em cima da hora fica mais complicado.
Caminhão de milhoO deputado Flaviano Melo, se realmente for candidato ao Senado, terá vantagens no Juruá. Tem sido o parlamentar acreano que mais liberou verbas às prefeituras da região, inclusive, em Cruzeiro do Sul. Sem falar que de cinco prefeitos do Juruá, quatro são do PMDB. Não será um candidato “mosca morta” como alguns pensam. Sem falar que mantém uma boa base em Rio Branco, Sena Madureira e no Alto Acre.
Tudo ao seu tempoMas não vejo possibilidade do experiente Flaviano atropelar uma eventual candidatura do ex-prefeito Vagner Sales (PMDB) ao Senado. No entanto, Vagner terá que ter condições jurídicas para concorrer. Sem falar que com três candidaturas familiares, Jéssica Sales (PMDB), Antônia Sales (PMDB) e ele, fica um pouco complexo para o eleitor entender.
Evolução da espécieJéssica Sales se tornou uma boa deputada federal. Tirá-la da política seria um crime. Jovem, com boa formação acadêmica e sensível aos problemas sociais. Tem perfil para um futuro brilhante. Uma reeleição de Jéssica a colocaria com possibilidades de sonhar com voos mais altos. Ela aprendeu rápido.
Fatura ganhaA eleição de Antônia Sales (PMDB) à ALEAC não será complicada. Sensível a ex-deputada, mesmo sem mandato, não parou de trabalhar na região do Juruá. Creio que só os milhares de afiliados já seriam suficientes para elegê-la com folga.
Disputa apertadaA chapa de estaduais do PMDB ficará forte. Antônia Sales, Chagas Romão (PMDB) e Eliane Sinhasique (PMDB). Se o vereador da Capital, Roberto Duarte (PMDB) também resolver concorrer então a disputa ficará intensa. O interessante que, tirando a Antônia, os outros têm bases eleitorais mais significativas na Capital.
Se virandoTenho recebido várias informações de ações do deputado federal Raimundo Angelim (PT). Parece estar mais ativo. Nesses dias liberou recursos para a Maternidade Barbara Heliodora, em Rio Branco. Uma boa depois dos vários casos de recém nascidos mortos no ano passado na unidade hospitalar.
ReboloNo PT as coisas não serão fáceis para os pretendentes a deputado federal. Mas vejo um nome que poderia se eleger. O deputado estadual Jonas Lima (PT) tem base tanto no Juruá quanto em Rio Branco. No entanto, só sairá candidato a federal se Sibá Machado (PT) desistir.
Outros nomesAcredito que o próprio governador Tião Viana (PT) ou a sua esposa Marluce Cândido poderão ser candidatos a uma vaga à Câmara Federal. Ficar sem mandato depois de um governo de oito anos não seria muito prudente. Se a oposição ganhar a eleição vão revirar tudo e um foro privilegiado sempre ajuda.
Outros nomes 2Acredito que se não conseguir uma vaga para disputar o Senado a vice Nazaré Araújo (PT) será candidata a federal. O atual deputado Léo Brito (PT) naturalmente sairá à reeleição. As chances de todos depende de um candidato forte ao Governo em 2018.
Esse nome forte…Na minha opinião, o PT só tem como alternativa para a disputa ao Governo o prefeito Marcus Alexandre (PT). As outras opções não seriam suficientes para enfrentar uma eleição depois do desgaste dos últimos tempos do partido.
A FPA e o SenadoJorge Viana (PT) é um candidato certo para a disputa da reeleição. Ao contrário do que alguns setores de oposição dizem ainda é muito forte. Vejo três opções e todas do PT para fechar a chapa, Nazaré, Ney Amorim (PT) e Angelim.
A chave do tempoFiz toda essa especulação sobre nomes da FPA e da oposição para as disputas ao Senado porque acredito que o momento de se estabelecer é agora. Não a confirmação das candidaturas, mas o preparo à campanha. Quem não andar e se articular em 2017 terá pouco tempo no próximo ano. Candidaturas de afogadilho tendem ao fracasso. A pré-campanha é fundamental em eleições de tiros curtos como as que acontecem no Brasil.

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